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Rússia condena ex-funcionário do consulado dos EUA a quase cinco anos de prisão | Notícias dos tribunais
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2 anos atrásem
Os EUA condenaram a prisão de Robert Shonov, que trabalhou durante mais de 25 anos na missão agora encerrada em Vladivostok.
Um tribunal na Rússia condenou um ex-funcionário do consulado dos Estados Unidos a quatro anos e 10 meses de prisão por “colaboração secreta com um Estado estrangeiro”, informou a mídia estatal.
Robert Shonov, cidadão russo e ex-funcionário da agora encerrada missão dos EUA em Vladivostok, foi condenado na sexta-feira no Tribunal Distrital de Primorsky, na cidade do Extremo Oriente.
O tribunal também ordenou que ele pagasse uma multa de 1 milhão de rublos (US$ 10.200) e enfrentasse restrições adicionais por 16 meses após cumprir sua sentença de prisão.
Shonov foi preso em maio de 2023. O Serviço Federal de Segurança (FSB) acusou-o de “coletar informações” sobre a guerra da Rússia na Ucrânia após sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022.
O FSB disse que Shonov tinha forneceu informações ao pessoal da embaixada dos EUA em Moscovo sobre como o recrutamento da Rússia para a guerra na Ucrânia estava a afectar o descontentamento político dentro da Rússia antes das eleições presidenciais de 2024 no país.
No ano passado, o Departamento de Estado dos EUA condenou a sua prisão e disse que as acusações contra Shonov “são totalmente sem mérito“.
Ele foi acusado ao abrigo de um novo artigo que criminaliza “a cooperação numa base confidencial com um Estado estrangeiro, organização internacional ou estrangeira para ajudar as suas actividades claramente dirigidas contra a segurança da Rússia”.
Os defensores dos direitos humanos disseram que a lei é tão ampla que pode ser usada para punir qualquer russo com ligações estrangeiras. Acarreta pena de prisão de até oito anos.
O Departamento de Estado disse que Shonov trabalhou no consulado em Vladivostok por mais de 25 anos. O consulado fechou em 2020 por causa da pandemia de COVID-19 e nunca reabriu.
Ele trabalhou em uma empresa contratada pelos EUA para apoiar sua embaixada em Moscou depois que uma ordem do governo russo, em abril de 2021, exigiu a demissão de todos os funcionários locais em postos diplomáticos dos EUA no país.
No momento da sua detenção, a sua principal função como empreiteiro privado era “compilar resumos mediáticos de artigos de imprensa provenientes de fontes mediáticas russas publicamente disponíveis”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em Maio de 2023.
“O facto de ele estar a ser processado ao abrigo da lei de ‘cooperação confidencial’ destaca o uso flagrante pela Federação Russa de leis cada vez mais repressivas contra os seus próprios cidadãos”, afirmou o Departamento de Estado, ao acusar a Rússia de tentar intimidar e assediar os funcionários de Washington.
Em setembro de 2023, a Rússia também expulsou dois diplomatas dos EUA acusou-o de atuar como agente de ligação de Shonov.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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