O Conselho Constitucional, o mais alto tribunal do Moçambiqueconfirmou na segunda-feira os resultados das disputadas eleições presidenciais do país, prolongando o controlo do partido no poder, Frelimo, para um 50º ano.
A bancada de sete juízes decidiu que o candidato da Frelimo Daniel Chapo obteve 65% dos votos, revisando para baixo os resultados iniciais de quase 71%. A Frelimo governa Moçambique desde 1975.
Grupos de oposição têm afirmado desde as eleições de Outubro que os resultados foram fraudados, provocando protestos massivos em todo o país.
Pelo menos 130 pessoas morreram em confrontos com a políciasegundo o grupo de monitorização da sociedade civil Plataforma Decide.
Observadores ocidentais também disseram que as eleições não foram livres nem justas, enquanto a Frelimo negou as acusações de fraude eleitoral.
O líder da oposição Venâncio Mondlane afirmou que as eleições lhe foram roubadas e prometeu convocar “uma revolta popular” se o Conselho Constitucional aprovasse a vitória de Chapo.
“Dias difíceis virão”, disse o jogador de 50 anos.
mf/sms (Reuters, AFP)
