
A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL
O prazer que pode ser tirado da visão de Motel Destino é desencadeada por um sentimento ambivalente, o de reconhecimento, mas também o de mudança de cenário. Mais precisamente, aquela sentida pela interferência da familiaridade num universo exógeno, irrupção que, portanto, lança o filme nos trilhos de um programa ao mesmo tempo desejado e temido pelo espectador.
O filme de Karim Aïnouz, apresentado em competição em maio no Festival de Cannes, abre com imagens celestiais. Dois jovens se divertem em uma praia arenosa e mergulham em um oceano azul perfeito. Sentimos que este estado de graça durará pouco tempo e as sequências seguintes do filme constituirão o início de um curioso pesadelo.
Os dois despreocupados, Heraldo e Rafael, são irmãos. Juntos com o que acreditamos ser um formidável líder de gangue, eles são responsáveis por eliminar um estranho condenado à morte pelo clã por suas dívidas. Por ter passado a noite com um levantador, Heraldo perde o encontro marcado para a ação planejada. Seu irmão foi morto e os membros da gangue estão procurando por ele. O jovem refugia-se no hotel onde passou a noite. Ele é hospedado pela gerente Dayana em troca de uma ajuda na manutenção do local.
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