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38 réus vão a julgamento por integrar organizações criminosas

A Tribuna, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pelos promotores de Justiça Ildon Maximiano e Bernardo Albano, participou nesta quinta (16) e sexta-feira (17), na 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, da audiência de instrução e julgamento de 38 réus acusados de associação ao tráfico de drogas e sequestro de bens adquiridos de forma ilegal com uso de dinheiro oriundo da venda de entorpecentes.

Na audiência, foram feitas as oitivas de todos os acusados e das testemunhas de acusação e defesa. Dois dos acusados foram interrogados por videoconferência, uma vez que estão na cidade de Sorriso – MT.
Os réus foram presos na Operação Repatriar, deflagrada em fevereiro de 2018 pela Polícia Civil do Acre, em conjunto com as polícias civis dos estados do Mato Grosso e Amazonas. A denúncia foi oferecida à Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito pela 3ª Promotoria Criminal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), assinada pelos promotores de Justiça Ildon Maximiano e Marcos Galina.
Dos 43 mandados judiciais cumpridos durante a operação, 38 pessoas foram denunciadas pelo MPAC, uma teve inquérito arquivado e outras quatro não foram denunciadas inicialmente por já responderem pelo crime de associação para o tráfico de drogas.
“São perigosos grupos criminosos, com intensa atuação no tráfico de drogas e expressivo proveito financeiro”, explicou o promotor de Justiça Ildon Maximiano.
“A expectativa do MPAC é que todos sejam condenados e cumpram suas penas, uma vez que as provas coletadas demonstram a participação dos acusados nos grupos criminosos”, completou.
Denúncia
Por envolver três associações criminosas distintas, a denúncia foi dividida em três partes. O primeiro grupo era liderado por Revelino de Alencar Silva, o Lino, que já tem condenações anteriores por tráfico, uma delas em Mato Grosso, onde esteve preso. O grupo realizava suas atividades de venda em nível interestadual, com a droga saindo do Acre através de motoristas que a levavam a outros estados, sobretudo Mato Grosso.
Um segundo grupo tinha como líder Genério Gomes da Silva, conhecido como Seninha. Conforme a investigação da polícia, ele morava no bairro Custódio Freire e fazia parte de uma associação criminosa com a esposa e o irmão dedicada ao tráfico de drogas.
O terceiro grupo tinha como principal liderança Anderson dos Santos, conhecido como Lorim, Barriga Branca ou Gordinho. A denúncia o aponta como um perigoso traficante, que inclusive estaria envolvido no assassinato do proprietário de um restaurante no município de Epitaciolândia. O grupo trabalhava com a aquisição de drogas na região do Alto Acre, com envio a outros municípios, incluindo o Amazonas.

A operação

As investigações da Polícia Civil do Acre se iniciaram em fevereiro de 2017, nos estados do Acre, Mato Grosso e Amazonas. Durante a operação, 43 mandados de prisão foram efetuados e, ao todo, 50 pessoas foram presas. No Acre, a operação cumpriu mandados judiciais e apreendeu drogas nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Rio Branco e Sena Madureira. Além disso, foi feito o bloqueio judicial de várias contas bancárias dos acusados

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