POLÍTICA
53% dos posts no X apoiam decisão do STF sobre Bol…
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11 meses atrásem
Nicholas Shores
Levantamento da Nexus mostra que 53% das publicações no X sobre o julgamento em que a Primeira Turma do STF recebeu a denúncia da PGR contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas por tentativa de golpe de Estado traziam mensagens de apoio à decisão de torná-los réus.
Na rede de Elon Musk, 42% das postagens continham manifestações contra o resultado do julgamento e só 5% eram textos considerados neutros pela empresa de dados da FSB Holding.
Levanto em conta também o Facebook e o Instagram, 20% dos posts eram favoráveis ao recebimento da denúncia, outros 16% eram contrários e 64% das publicações carregavam mensagens neutras.
“Os dados mostram que a mobilização de publicadores foi maior entre os apoiadores da denúncia, enquanto a mobilização das pessoas em geral se deu em movimento contrário, pois os posts críticos à decisão do STF representaram mais da metade do total de interações”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Na avaliação do executivo da empresa, os críticos de Bolsonaro “até se mobilizaram mais para publicar sobre o tema, mas foram os perfis de direita que se mobilizaram melhor para gerar conversas digitais a respeito do tema”.
De um total de 18.823 posts coletados no X, Facebook e Instagram, a Nexus analisou qualitativamente uma amostra de 551 publicações, que, juntas, representam 90% das interações geradas por esses conteúdos em cada rede.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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