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A democracia do Brasil é “ineficiente”, mas sólida – DW – 04/04/2025
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Quem será o defensor da democracia nesses julgamentos?
Em Brasilapoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em julgamento perante o Tribunal Constitucional por uma tentativa de golpe, estão enfrentando contra o Judiciário brasileiro.
Na França, apoiadores do populista de direita francesa Marine Le Penque foi condenado por corrupção, está protestando contra o que consideram um “veredicto político“.
E em Coréia do Sulmuitas pessoas veem o presidente Yoon Suk Yeol, que era recentemente demitido pelo Tribunal Constitucional da Coréia do Sul, como um “mártir da democracia”. Yeol surpreendentemente impôs a lei marcial em dezembro de 2024 para “proteger o país das forças anti-estatais pró-coreanas”.
Para o cientista político brasileiro Carlos Pereira, da Universidade Fundacao Getulio Vargas, as críticas ao Judiciário supostamente tendencioso do Brasil é na verdade um sinal de sua força. “Aqueles que perdem sempre acusam o judiciário de serem tendenciosos e injustos”, disse ele à DW.
Quando o presidente do Brasil Luiz Inacio Lula da Silva foi condenado e preso por corrupção em 2018, os apoiadores de esquerda de Lula fizeram o mesmo argumento.
“Alegações semelhantes podem ser observadas na França, Alemanha e EUA”, disse Pereira, co-autor do livro intitulado “Por que a democracia brasileira não morreu?”
“O judiciário não está ficando mais fraco com base na percepção de pessoas que estão atualmente do lado perdedor”, disse ele.
Generais em teste
Independentemente do resultado, o julgamento contra o ex-presidente do Brasil Bolsonaro já é histórico. Pela primeira vez desde o final da ditadura militar (1964-1985), oficiais militares de alto escalão estão julgados perante um tribunal civil.
Além de Jair Bolsonaro33 pessoas adicionais foram acusadas, incluindo ex -ministros e generais.
De acordo com o Tribunal Constitucional do Brasil, as acusações são “Abolição violenta do estado de direito democrático, tentado Lote de golpe Em 8 de janeiro de 2023, danos a monumentos e membros de uma organização armada criminosa “.
“Os procedimentos perante o Tribunal Constitucional mostram o quão robustos são as instituições da democracia brasileira”, disse Pereira.
No entanto, as razões para essa resiliência parecem um tanto paradoxais.
Lula retorna a um Brasil dividido
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Brasil: ineficiente, mas democrático
Segundo Pereira, a interação “cara e ineficiente” entre o judiciário do Brasil, o Parlamento e o governo é exatamente o que impede os governos de implementar planos rapidamente.
“O governo sempre carece da maioria no Congresso, ninguém pode governar sozinho, ele precisa ser negociado, e isso preserva a democracia”, explicou.
Não houve um presidente no Brasil com uma maioria estável no Congresso desde as primeiras eleições livres após o final da ditadura militar em 1989. Uma fusão no estilo dos EUA dos ramos legislativos e executivos contra o judiciário, onde os juízes são nomeados pelo Parlamento, é inconcebível no Brasil, disse Pereira.
Impeachments repetidos
Até agora, dois presidentes foram removidos do cargo no Brasil.
Em 1992, o presidente Fernando Collor de Melo foi removido do cargo pelo Congresso em procedimentos de impeachment devido à corrupção, e em 2016 a primeira presidente do país, Dilma Roussefffoi impugnado por ofensas fiscais e orçamentárias, lembra Pereira.
O atual presidente do Brasil, Lula, foi julgado em 2018. Ele passou dois anos na prisão por corrupção.
“Isso prova que as instituições brasileiras são fortes, independentes e capazes de punir má conduta, independentemente de ser um governo de direita ou de esquerda”, diz Pereira.
Brasil Brasilening Social Desiguality
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Mais polarização no Brasil
“No entanto, isso não significa que polarização social diminuirá “, disse Pereira à DW.
Durante as últimas manifestações no fim de semana passado em São Paulo, a extensão dessa divisão ficou evidente.
A Ana Oliveira, participante pró-Bolsonaro, está convencida de que “todos os políticos de direita no Brasil são perseguidos como extremistas de direita”.
“Vivemos em uma ditadura”, ela contadothe Brazilian newspaper Folha de S. Paulo.
Outro manifestante interpretou o Eventos de 8 de janeiro de 2023 Como uma “vingança” do presidente Lula. “Tudo isso foi organizado por Lula, ele estava com raiva de Bolsonaro”, disse ela ao mesmo jornal.
Embora as pessoas entrevistadas na manifestação tivessem certeza de que Bolsonaro vai correr Nas eleições presidenciais de 2026, os especialistas consideram isso basicamente impossível. O ex-presidente já foi condenado por abuso de poder e espalhar notícias falsas pelo Tribunal Eleitoral Supremo Brasileiro e, portanto, é proibido de concorrer a cargos políticos até 2030.
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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