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a diversidade avança passo a passo

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Guillaume Diop no desfile de volta às aulas da Ópera de Paris, em 2023. Imagem retirada do documentário “Ser negro na Ópera”, de Virginie Plaut e Youcef Khemane.

ARTE – SEGUNDA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO ÀS 23h05 – DOCUMENTÁRIO

Tanta emoção! Quando em 11 de março de 2023 no LG Arts Center em Seul Guillaume Diop23 anos, é nomeado dançarino estrela da Ópera Nacional de Paris por José Martinez, diretor de dança, e sua coroação é saudada por reações malucas em todo o mundo. Este jovem artista não só surpreende ao saltar um posto na hierarquia da trupe, mas também se torna o símbolo da diversidade no coração da instituição parisiense.

Leia a pesquisa (em 2021): Artigo reservado para nossos assinantes A Ópera de Paris quer trabalhar pela diversidade

Neste documentário dirigido por Virginie Plaut e Youcef Khemane, as perguntas feitas aos Guillaume Diop durante entrevista com Ines de La Cuetara, do canal ABC News, testemunham a dimensão do debate e sua virulência. “Você acha que há algo inerentemente racista na dança clássica?, pergunta o jornalista americano. O que você diria àqueles que dizem que você foi nomeado por causa de ações afirmativas? »

Guillaume Diop, tal como o contrabaixista Sulivan Loiseau, nascido na Martinica e residente na Académie de l’Opéra, assumem o seu papel e responsabilidade num tom direto e espontâneo que lhes assemelha. “O fato de eu hoje ser nomeada bailarina principal representa algo, sublinha Diop. Como mestiço, tenho consciência do papel que tenho e terei… O fato de estar aqui muda a situação de muitas crianças. Recebo muitas mensagens. Tenho orgulho de representar isso, mas também me assusta porque é impressionante. Acabei de completar 23 anos e já preciso me conhecer. »

Cooperação na Guiana

Filmado em 2022 e 2023, Ser negro na ópera traça a trajetória desses dois artistas em seu contexto de trabalho. Entre as reuniões de diretores e gestores que trabalham no arquivo da diversidade, se entrelaçam os ensaios, seus momentos de descontração com amigos ou familiares, seu cotidiano e suas dúvidas.

Sulivan Loiseau confidencia que gostaria de dar concertos na Martinica e aulas para os mais novos. “Às vezes me pergunto onde está o lugar da cultura e origem dos meus pais na prática que façoela se pergunta. Se eu não tocasse música clássica, mas sim música da Martinica, me sentiria mais em casa, não sei. »

Leia a pesquisa (em 2020): Artigo reservado para nossos assinantes Na Ópera a diversidade sobe ao palco

A evolução do pensamento sobre o tema na Ópera Nacional de Paris passou por etapas cruciais. Em 2020, após o caso George Floyd e os protestos Black Lives Matter nos Estados Unidos, Guillaume Diop e seus amigos Letizia Galloni, Jack Gasztowtt, Awa Joannais e Isaac Lopes Gomes escreveram o manifesto Da questão racial à Ópera de Parisque será assinado por 400 colegas. Posteriormente, em 2021, a instituição apresenta um relatório sobre diversidade na Ópera Nacional de Paris que traz os resultados de pesquisas sobre as principais obras expostas, mas também entrevistas realizadas com funcionários.

Ao mesmo tempo, o projecto de cooperação cultural “Ópera na Guiana”liderada por Myriam Mazouzi, diretora da Academia de Ópera de Paris, que destaca a detecção de talentos na dança e no canto, insere-se nesta vontade de abrir a casa. Ouvir Guillaume Diop – convidado em 2023 para se apresentar no planalto Encre, uma das salas do estabelecimento público de cooperação cultural Trois Fleuves, em Caiena – conversar com as crianças sobre o seu percurso é simplesmente uma alegria.

Ser negro na óperadocumentário de Virginie Plaut e Youcef Khemane (Fr., 2024, 58 min). Disponível sob demanda em Arte.tv até 22 de julho de 2025.

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Leia Mais: Le Monde

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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