Matheus Leitão
A reforma tributária sobre os impostos de consumo chega agora na sua reta finalíssima. As regulamentações da reforma aprovada no ano passado, depois de 30 anos de tentativa e fracasso, serão votadas nesta tarde na Câmara, encerrando o processo legislativo.
Mas tem um travo, um amargo no fundo dessa vitória importante, que é o imposto sobre armas.
A proposta do governo era colocar armas no imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, mas foi derrubado na Câmara em todas as votações. Foi para o Senado e foi derrubado de novo. Agora volta para a Câmara mas pelo processo legislativo nessa altura do campeonado não se pode incluir mais nada, só retirar. O deputado Reginaldo Lopes tirou várias vantagens imerecidas como as que recaiam sobre bebidas açucaradas e refrigerantes que fazem mal à saúde, mas nada consegue fazer sobre as armas.
Assim, a reforma dos tributos de um governo a favor do desarmamento acabará diminuindo os impostos sobre armas e munições, porque eles fora do imposto do pecado pagarão menos no futuro do que pagam hoje. Eles, os CACs, eles, da bancada da bala, venceram esta, mas quem sabe o país encontrará alguma saída de volta à racionalidade.
