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A influência da Rússia na África pode enfraquecer após a queda de Assad – DW – 01/09/2025
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Após a queda do ditador Bashar al-Assadhá incerteza sobre o futuro das bases militares da Rússia em Síria. A base naval de Tartus e a base aérea de Hmeimim são os únicos postos militares avançados da Rússia fora da antiga União Soviética e têm desempenhado um papel fundamental nas actividades do Kremlin em África e no Médio Oriente.
Perder as bases militares em Síria seria devastador para o Corpo Africano da Rússia (antigo Grupo Wagner) que estão presentes em Mali, Burkina Faso, Níger, República Centro-Africana e na Líbia, diz Beverly Ochieng, analista de segurança da consultoria de risco Control Risks no Senegal.
“Vimos o grupo Al-Qaeda no Mali celebrar os acontecimentos na Síria e olhar para isso como uma incursão potencial para minar ainda mais a cooperação entre a Rússia e o Mali”, disse Ochieng à agência de notícias BBC.
A presença da Wagner em África e o que recebe em troca
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Mercenários estabilizam juntas
Os mercenários russos ajudaram os regimes militares a manter o controlo nos países do Sahel, que agora recorrem a Moscovo ou ao Corpo Africano da Rússia em busca de apoio.
O Corpo Africano da Rússia substituiu o Grupo Wagner, que era liderado anteriormente por Evgeny Prigozhin que morreu em Agosto de 2023, após um acidente de avião na Rússia. O Kremlin negou qualquer participação na morte de Prigozhin.
Os regimes militares no Mali, Burkina Faso e Níger, todos países que já foram colónias francesas, forçaram nos últimos anos Paris a retirar milhares de tropas. A França tinha inicialmente destacado pessoal militar para a África Ocidental, a pedido de países que procuravam ajuda na luta contra grupos terroristas jihadistas, que continuam a ameaçar a estabilidade regional.
Depois de recorrerem à Rússia em busca de armas e pessoal militar, as juntas beneficiaram do facto de Moscovo não as ter pressionado para restaurar governos eleitos.
Novas formas de construir resiliência
Com o futuro das bases russas na Síria incerto, o Burkina Faso e o Níger poderão ter de esperar muito mais tempo por destacamentos adicionais ou paramilitares. Ochieng explica que, quando expulsaram as forças ocidentais, esperavam que o apoio russo aumentasse.
“Esses dois países estão potencialmente em risco. Terão de começar a treinar forças locais ou procurar outras formas de construir resiliência”, afirma Ochieng.
em 2024, Rússia e Sudão supostamente concordou em estabelecer uma base naval russa no Porto Sudão, permitindo à Rússia o acesso ao Mar Vermelho. Mas o Sudão enfrenta uma enorme instabilidade política e está actualmente numa guerra civil. A infra-estrutura em Port Sudan também está em más condições, segundo os observadores.
Hager Ali, cientista político e pesquisador do Instituto Alemão de Estudos Globais e de Área (GIGA), diz que o conflito em Sudão também foi importante para a Rússia na sua guerra contra a Ucrânia. Ao fornecer armas às Forças Armadas Sudanesas (SAF) e às Forças Paramilitares de Apoio Rápido (RSF), a Rússia obteve acesso às minas de ouro do Sudão. O ouro tornou-se um factor cada vez mais importante para a Rússia à medida que tenta contornar as sanções.
“Alimentar a guerra no Sudão ajuda a tornar a economia da Rússia independente do dólar e a trabalhar contra as sanções internacionais”, diz Ali à DW.
Combatentes russos, muitos deles antigos Mercenários wagnerianostambém assumiu o controlo da mina de ouro de Intahaka, no norte do Mali, um activo estrategicamente significativo há muito contestado por vários grupos armados.
No Níger, a Rússia está a procurar activamente concessões de urânio, com o objectivo de reduzir a influência francesa sobre estes recursos críticos. Os analistas dizem que isto faz parte de uma estratégia geopolítica russa mais ampla para desafiar o domínio ocidental sobre as reservas minerais e energéticas de África e posicionar-se como um actor-chave na competição pelos recursos globais.
Acesso ao Sahel a partir da Líbia
A Líbia está logisticamente mais próxima do Sahel do que o Sudão, e de acordo com Ochieng, a Rússia já tem uma forte presença militar no país: quase 2 000 efetivos no final de 2024. O vasto país rico em recursos está dividido: um governo reconhecido pelas Nações Unidas na capital Trípoli em o oeste. A administração rival do general Khalifa Haftar em Tobruk controla o território oriental da Líbia, que inclui Benghazi.
A Líbia continua presa na paralisia política após o adiamento das suas eleições gerais no final de 2021. Mas a Líbia é uma base importante para a Rússia, porque a sua capacidade limitada como Estado facilita a condução de atividades mercenárias, diz Ali.
Da Líbia, os russos podem obter acesso a todo o Sahel, diz Ali.
“A Rússia fornece a guerra na Líbia através de Khalifa Haftar, contrabandeando armas para a zona de conflito e ouro para fora do país. Há uma oportunidade de aprofundar o relacionamento com Haftar e ter acesso a outros conflitos”, diz ele à DW.
Contudo, uma mudança para a Líbia não seria simples.
Ulf Laessing, diretor do programa Sahel da Fundação Konrad Adenauer (KAS) no Mali, salienta que o fornecimento de bases militares no continente africano a partir da Líbia será “muito mais caro, não será mais possível trazer material por navio, a distância de voo é muito maior e é muito inseguro.”
“A Rússia terá primeiro de investir fortemente nesta base para organizar voos para países africanos”, afirma à DW.
Não há mais expansão em África
“Nas últimas semanas, vimos como o equipamento militar foi transportado para fora da Síria, parte dele para a Líbia e para o leste da Líbia”, acrescenta Laessing. A Rússia apoiou Khalifa Haftar, que já entregou quatro bases à Rússia para uso.
Mas o futuro de Haftar, de 81 anos, é incerto, diz Laessing.
“Ele procurou relações com o Ocidente, a França, os EUA e a Itália. Até agora eles exerceram pressão sobre Haftar para não dar mais bases à Rússia.”
Laessing não acredita que a Rússia consiga expandir-se ainda mais em África ou fechar novos acordos para o seu Corpo Africano – devido a razões logísticas, especialmente no Chade.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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