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A saga Doliprane, a marca querida dos franceses
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1 ano atrásem
Nesta segunda-feira, 21 de outubro, chove em Lisieux. Já encharcados como esponjas, os campos, caminhos e jardins evacuam o melhor que podem toda esta água que atinge, como um metrónomo, o asfalto da chamada zona de actividade Espérance, criada no início dos anos 80, no planalto que domina esta vila. em Calvados.
Será este muro de chuva ou de resignação que explica que, sob as duas pequenas tendas CGT montadas à entrada da fábrica da Sanofi dedicada ao fabrico do analgésico preferido dos franceses, apenas cerca de vinte activistas estejam diante de três garrafas térmicas de café , para denunciar sua venda. Na mesa de acampamento, alguns panfletos da intersindicalidade: “Ajude-nos a salvar o seu Doliprane”.
Na véspera, a multinacional confirmou que tinha toda a intenção de vender 50% do capital da Opella, a sua atividade de consumo de drogas (e, portanto, Doliprane), a um fundo de investimento americano, o CD&R. Após dez dias de alvoroço nacional, na imprensa e na Assembleia Nacional, a Sanofi concordou em conceder ao Estado 2% do capital e um lugar no conselho de administração do futuro grupo. Uma concessão essencialmente simbólica, destinada a sufocar a mobilização. Uma saída do topo, como gostam de dizer os comunicadores especializados em gestão de crises. A julgar pela pequena multidão esta manhã em frente ao portão da fábrica de Lisieux, o ataque foi perfeitamente calibrado.
“O assunto está encerrado”
Se a CGT espera conseguir interromper a produção da caixinha amarela por mais alguns dias, a CFDT desistiu das armas. “O assunto está encerrado. Devemos guardar funcionários para as próximas negociações com nosso futuro proprietário”, diz Humberto de Sousa, delegado central da CFDT da Sanofi. Entre os empregados da fábrica, inicialmente é um sentimento de traição ou repulsa que domina. E o medo de que esta história francesa esteja definitivamente escapando por entre os dedos.
“Ganhamos milhões, mas eles querem ganhar bilhões, diz Christophe Quillet, eleito pela CGT, que passou quarenta e um anos na Sanofi, quase metade dos quais na unidade de Lisieux. Durante a Covid trabalhávamos como loucos, os diretores nos diziam que éramos os melhores do mundo… E hoje estão nos vendendo para os americanos. »
Existe uma alternativa? Na verdade. Certamente, o governo poderia proibir a operação activando o decreto de Montebourg, que permite ao Estado opor-se, em nome da soberania, à venda a um concorrente estrangeiro de uma empresa francesa num sector sensível como o da saúde.
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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
23 de dezembro de 2025Notícias
publicado:
23/12/2025 07h31,
última modificação:
23/12/2025 07h32
Confira a nota na integra no link: Nota Andifes
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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.
Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.
Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”
A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”
O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”
A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”
Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”
Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
18 de dezembro de 2025A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.
A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.”
Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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