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A visão do The Guardian sobre a difícil indústria de VE da Europa: conduzir na faixa lenta | Editorial
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1 ano atrásem
Editorial
ENo início deste ano, uma experiência francesa ofereceu uma visão surpreendente do que a política verde progressista pode alcançar. Num esforço para aumentar a procura, o governo de Emmanuel Macron introduziu um regime de leasing social que permite aos viajantes menos abastados pagar uma tarifa mensal acessível por um novo veículo eléctrico (VE). No espaço de um mês, a procura cresceu tanto que o esquema foi suspenso abruptamente. Segundo os ministros, as montadoras francesas não conseguiram acompanhar o repentino aumento de interesse.
Este Outono, empresas como a Renault e a Peugeot enfrentam um tipo diferente de problema. Os governos de toda a UE têm subsídios e incentivos retiradose não conseguem proporcionar níveis tranquilizadores de investimento em infraestruturas de carregamento e capacidade da rede. Como consequência, as vendas de VE estão muito aquém do ritmo na jornada para as metas de emissões zero para 2035. De acordo com novos dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, Agosto registou o quarta queda mensal consecutiva nas vendas. No geral, as vendas de automóveis estão no nível mais baixo dos últimos três anos, com quedas de dois dígitos em França, Alemanha e Itália. Os executivos da Volkswagen, um símbolo da capacidade industrial da Alemanha, declararam a intenção de fechar fábricas nacionais pela primeira vez na história da empresa.
Juntamente com a crise do custo de vida e o preço relativamente elevado dos VE, uma grande parte do problema reside concorrência da China. Os subsídios estatais e o acesso a materiais essenciais para baterias estão a permitir que os fabricantes chineses prejudiquem significativamente as empresas europeias e, igualmente importante, dominem o seu enorme mercado interno. As apostas não poderiam ser maiores. Se as dificuldades das principais marcas nacionais e potências económicas como a VW não forem abordadas, os partidos de extrema-direita, como a Alternative für Deutschland, terão mais espaço para atacar os objectivos verdes como uma ameaça à prosperidade nacional. Reconhecendo a crise, a Comissão Europeia planeia impor tarifas pesadas sobre VEs chineses após uma investigação anti-subsídios que durou um ano.
Este caminho, no entanto, criará os seus próprios problemas. Uma guerra comercial com a China terá inevitavelmente consequências prejudiciais para os exportadores europeus. É por isso que a Alemanha se opôs às tarifas planeadas. E tomar medidas para manter os VE chineses baratos fora do mercado europeu não contribuirá em nada para aumentar a procura dos consumidores – num sector fundamental para a transição verde.
Perante os protestos dos agricultores, a presidente da comissão, Ursula von der Leyen, já recuou em algumas das metas climáticas que definiu seu primeiro mandato. À medida que a próxima fase da transição procura descarbonizar elementos essenciais da vida quotidiana, incluindo os automóveis que conduzimos, tornar-se ecológico tem de ser visto como algo acessível para os consumidores, incluindo os menos favorecidos, e como uma fonte de renovação económica e de crescimento para os consumidores. Empresas e regiões europeias.
Bruxelas e os governos nacionais proactivos devem assumir a liderança através de uma combinação de subsídios e investimento em grande escala para sustentar a confiança da indústria e dos consumidores. Este era o espírito de um análise das perspectivas económicas da Europa por Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, publicado no mês passado. No entanto, à medida que a UE reintroduz regras orçamentais rigorosas sobre as despesas nacionais, a trajetória da política está a ser determinada por um foco míope no equilíbrio das contas. Sem uma mudança de abordagem, é provável que os problemas da indústria automóvel se aprofundem à medida que esta negocia uma transição que definirá uma era.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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