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Adobe lança gerador de vídeo com inteligência artificial – 14/10/2024 – Tec

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Brody Ford

A Adobe apresentou ferramentas de inteligência artificial que podem criar e modificar vídeos, juntando-se a empresas de tecnologia e startups na tentativa de capitalizar a demanda pela tecnologia.

Uma funcionalidade, integrada ao software de edição de vídeo da Adobe, o Premiere, permitirá aos usuários estender clipes de vídeo usando IA generativa, anunciou a empresa na segunda-feira (14) em sua conferência anual de produtos em Miami. Outras ferramentas, disponíveis online, permitirão aos usuários produzir vídeos a partir de prompts de texto e imagens existentes.

Enquanto OpenAI, Meta e Google mostraram geradores de vídeo de IA, a Adobe é a primeira grande empresa de software a tê-lo amplamente disponível para os clientes. Algumas startups, como a Runway AI, já lançaram publicamente seus produtos de geração de vídeo.

“O que ouvimos quando conversamos com nossos clientes é que é tudo muito legal, mas eles não conseguem usar”, disse Ely Greenfield, diretor de tecnologia da Adobe para mídia digital, sobre a tecnologia dos concorrentes.

Os clientes querem recursos de IA dentro de aplicativos que já usam, disse Greenfield. Os novos modelos de vídeo da Adobe são “projetados para fluxos de trabalho reais e integração em ferramentas”, disse ele.

No último ano, a Adobe tem se concentrado em adicionar recursos de IA generativa ao seu portfólio de software para profissionais de criação, incluindo produtos principais como Photoshop e Illustrator. A empresa lançou ferramentas que usam texto para produzir imagens e ilustrações que já foram usadas bilhões de vezes até agora.

A Adobe buscou diferenciar seus modelos como “comercialmente seguros” devido a dados de treinamento cautelosos e moderação restritiva. Por exemplo, existem certos rostos que a Adobe bloqueará se os usuários tentarem gerar vídeos deles, disse Greenfield. Concorrentes têm sido criticados por raspar amplamente a internet para construir modelos de IA.

Os modelos de vídeo da Adobe foram treinados principalmente em vídeos e fotos de sua vasta biblioteca de mídia de estoque para profissionais de marketing e agências criativas, disse Greenfield. Em alguns casos, a empresa sediada em San Jose, Califórnia, usou dados de domínio público ou licenciados, acrescentou. A Adobe ofereceu para adquirir vídeos por cerca de US$ 3 por minuto de sua rede de profissionais criativos.

A demonstração do modelo de geração de vídeo Sora da OpenAI no início deste ano acendeu temores de investidores de que a Adobe poderia ser interrompida pela nova tecnologia. As ações da empresa caíram 17% este ano até o fechamento de sexta (11)..

A Adobe ainda não está cobrando pelo uso de seus recursos de IA além das taxas de assinatura padrão. Cada usuário tem um número de créditos para gerações de IA, mas os limites não estão sendo aplicados para a maioria dos planos, disse Greenfield. No futuro, a Adobe poderá cobrar mais pelo uso de sua IA focada em vídeo do que sua ferramenta semelhante para fotos, disseram executivos da empresa.

Em sua conferência, a Adobe também anunciou melhorias em outros softwares, como tornar mais fácil visualizar conteúdo 3D no Photoshop. A empresa também está trabalhando no desenvolvimento de modelos de IA que podem gerar gráficos 3D.



Leia Mais: Folha

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Movimenta Ufac

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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