euAqui estamos nós, juntos no comando, um trio de choque com ambições expansionistas ostentadas para todos os efeitos. Pela segunda vez neste século, Donald Trump reúne-se com os seus dois grandes colegas de trabalho, Vladimir Putin e Xi Jinping, depois do período 2016-2020 em que o norte-americano ocupou a Casa Branca. Para além dos conflitos que os podem opor, estes três têm muito em comum.
Primeiro, o discurso dirigido internamente em cada um dos seus países. Xi Jinping quer alcançar ” sonhar Chinês »o “rejuvenescimento da China “, enfim, confusamente, algo que teria se perdido, que era belo e grande, e que teria que ser reencontrado. Nostálgico da União Soviética, Putin não consegue consolar-se com a Grande Rússia: lamenta um império que existiu e já não existe. Com seu mantra «Tornar a América grande novamente» (MAGA, tornar a América grande novamente), Trump cultiva a nostalgia de “era melhor antes”, quando, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos pareciam unidos internamente e sem rivais no exterior. Na história dos povos, a busca desesperada por uma chamada idade de ouro não é necessariamente um bom presságio.
Até porque a renovação prometida pelos três “manos” ao seu povo exige o domínio de outros povos, a começar pelos vizinhos – que têm a infelicidade de serem mais pequenos. Putin está a semear a morte e a destruição na guerra de agressão que trava há três anos contra uma Ucrânia cuja existência ele não admite, muito menos a sua independência. Ele, através de um déspota local, colocou as mãos na Bielorrússia. Desestabiliza a Geórgia e ameaça a Moldávia. Ele é incapaz de imaginar a felicidade russa dentro das fronteiras da Rússia.
Direitos sobre pequenos vizinhos
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