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Na cúpula do BRICS, Putin saúda os comentários de Trump sobre o fim da guerra na Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia
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O presidente russo saúda os comentários do candidato presidencial dos EUA para encerrar os combates na Ucrânia como ‘sinceros’.
O presidente russo, Vladimir Putin, saudou os comentários do candidato presidencial dos EUA, Donald Trump, sobre o seu desejo de acabar com o conflito na Ucrânia, considerando-os “sinceros”, ao concluir uma cimeira do bloco BRICS de economias em desenvolvimento na cidade de Kazan, na Rússia.
Putin também alertou o Ocidente na quinta-feira que era uma “ilusão” pensar que Moscovo poderia ser derrotado no campo de batalha e que qualquer acordo de paz teria de reconhecer o controlo da Rússia sobre grandes áreas do território ucraniano.
Putin enfrentou apelos na cimeira de alguns dos aliados mais importantes da Rússia para que os combates na Ucrânia acabassem.
Trump expressou repetidamente ceticismo sobre A ajuda multibilionária de Washington à Ucrânia e afirmou que, se fosse eleito, poderia pôr fim aos combates numa questão de horas.
Putin disse que Trump “falou sobre o seu desejo de fazer tudo para acabar com o conflito na Ucrânia. Acho que ele está sendo sincero. É claro que acolhemos declarações como esta, independentemente de quem venha.”
Alguns analistas acreditam que as eleições presidenciais dos EUA no próximo mês poderão ser críticas para os laços futuros e para o conflito na Ucrânia.
‘Realidades no terreno’
Líderes ou representantes de 36 países participaram na cimeira de três dias dos BRICS, incluindo o presidente chinês Xi Jinping e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, destacando o fracasso dos esforços liderados pelos EUA para isolar a Rússia devido às suas ações na Ucrânia.
O líder do Kremlin disse que Moscou está aberta a considerar iniciativas de paz e saudou os líderes do BRICS que se ofereceram para mediar.
Mas ele disse que qualquer acordo deve considerar as “realidades no terreno” – uma referência ao território ucraniano controlado pelas forças russas.
“Estamos prontos para analisar quaisquer propostas de negociações de paz que se baseiem nas realidades locais. Não aceitaremos mais nada”, disse ele.
Putin já havia exigido que Kiev capitulasse efetivamente, retirando as suas tropas como pré-condição para negociações de cessar-fogo.
Apelo ao fim das guerras no Médio Oriente
A reunião marcou a primeira visita à Rússia do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em mais de dois anos, o que provocou uma reação furiosa do governo ucraniano.
Guterres apelou a “uma paz justa” na Ucrânia, em linha com a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e as resoluções da Assembleia Geral. Ele também apelou ao fim imediato dos combates em Gaza, no Líbano e no Sudão.
A figura da oposição russa Yulia Navalnaya criticou Guterres por se encontrar com Putin.
“Era o terceiro ano de guerra e o secretário-geral da ONU apertava a mão de um assassino”, disse Navalnaya no X, postando uma foto de Putin cumprimentando Guterres.
Outros líderes mundiais presentes na cimeira também apelaram ao fim das guerras de Israel no Líbano e em Gaza, com o presidente palestiniano, Mahmud Abbas, a dizer que Israel estava a tentar fazer com que civis passassem fome em Gaza e forçá-los a fugir do território.
O presidente chinês, Xi Jinping, alertou sobre “sérios desafios” no mundo e disse esperar que os países do BRICS possam ser uma “força estabilizadora para a paz”.
“Precisamos continuar a pressionar por uma cessar-fogo em Gazarelançar a solução de dois Estados e impedir a propagação da guerra no Líbano. Não deveria haver mais sofrimento e destruição na Palestina e Líbano”, disse Xi.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou o papel do Conselho de Segurança da ONU perante Guterres, dizendo que os organismos internacionais “não têm a eficiência necessária para extinguir o fogo desta crise”.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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