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Alemães investem em combustível de aviação brasileiro – 21/11/2024 – Mercado

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Paulo Ricardo Martins

No mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei do Combustível do Futuro, que prevê metas de descarbonização para o setor aéreo, a GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional) fechava um acordo para abrir em São Paulo uma fábrica de SAF (combustível sustentável de aviação). A parceria foi celebrada no dia 8 de outubro deste ano.

Ligada ao Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, uma das pastas do governo alemão, a GIZ participará do projeto em São Paulo durante três anos, período que poderá ser prorrogado posteriormente. O objetivo da agência é ajudar no pontapé inicial, testar a metodologia e desenvolver um modelo de produção em escala comercial, para que depois a tecnologia seja replicada por outros países, incluindo a Alemanha.

A fábrica será construída em parceria com a Geo Biogás & Carbon, empresa que atua na produção de biogás, geração de energia elétrica limpa e produção de biocombustíveis. O investimento total é de 7,8 milhões de euros (quase R$ 50 milhões), dos quais 1,5 milhão de euros (R$ 9,5 milhões) vêm do governo alemão.

A expectativa é que a unidade-piloto, localizada em Narandiba (SP), comece a produzir o combustível sustentável de aviação em 2025. São esperados 270 mil litros de SAF por ano na fábrica, segundo a GIZ. A agência alemã inaugurou, no último dia 23 de outubro, o escritório de coordenação da parceria.

Uma das alternativas para a descarbonização do setor, o SAF polui até 80% menos do que o querosene tradicionalmente usado pelas companhias aéreas. No entanto, ainda é caro e possui volumes insuficientes para dar conta de toda a demanda.

O interesse do governo alemão em apoiar a produção do combustível no Brasil não foi repentino e nem inédito. Este já é o quarto projeto do tipo que atrai investimento do país europeu, que quer testar e tornar viáveis os caminhos para obter SAF.

A GIZ também apoia projetos de produção de SAF em Natal, Goiânia e Foz do Iguaçu (PR). As matérias-primas variam e vão de glicerina, subproduto da fabricação do biodiesel, a resíduos agroindustriais.

O Brasil tem uma posição geográfica única, com energia renovável em abundância e potencial para elevar ainda mais a produção, o que torna o país vantajoso, segundo Markus Francke, diretor do H2Brasil, projeto implementado pela GIZ Brasil e que tem como objetivo apoiar a expansão do mercado de hidrogênio verde e seus derivados.

Mas, além disso, a agroindústria brasileira é capaz de fornecer o carbono necessário para a produção do SAF, por meio de resíduos orgânicos, explica. É o caso do biogás, que será utilizado como matéria-prima do combustível produzido em São Paulo.

“Não existe, no meu conhecimento, algum outro país que tenha esta combinação de energia renovável, um potencial enorme, e, ao mesmo tempo, esse carbono que precisamos para a produção não só de SAF, mas também de outros produtos, como metanol verde”, diz.

O setor aéreo vive hoje uma corrida para alcançar as metas de descarbonização previstas por entidades que representam as companhias aéreas e por governos de países. A previsão da Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) é zerar, até 2050, as emissões líquidas de carbono

No Brasil, a lei do Combustível do Futuro, sancionada recentemente, quer incentivar o uso de SAF criando um cronograma de redução gradual das emissões por companhias aéreas: em 2027, a meta é reduzir emissões em 1%; em 2037, chega a 10%.

A cerimônia de sanção do texto aconteceu na Base Aérea de Brasília. Inicialmente estava previsto o pouso, no mesmo local, de um avião da Azul movido a SAF. Seria a demonstração prática do novo mundo aberto pela legislação –mas a cena teve que ficar na imaginação.

Como a Folha mostrou, a Azul não conseguiu SAF para abastecer o avião, em uma demonstração de que entre expectativa e realidade no tema ainda há uma grande distância.



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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