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Aluno esfaqueado em escola no AC foi alertado que seria atacado e tentou fugir, diz família

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O aluno de 16 anos esfaqueado no portão de uma escola, em Sena Madureira, interior do Acre, foi alertado que seria atacado e tentou fugir. A informação é de um parente do estudante, que pediu para não ter o nome divulgado. O crime ocorreu na tarde desta quarta-feira (20), no portão da Escola Dom Júlio Mattioli. Três alunos foram apreendidos pelo crime. A vítima foi transferida para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) com suspeita de hemorragia interna. “Na hora do recreio uma menina chegou pra ele e disse ‘vem uns caras aí e vão te furar’. Ele ficou pensando e falou pro diretor que queria sair porque ia no fórum assinar uns documentos, inventou uma mentira que era para poder sair”, complementou o parente. Com a liberação da direção, o rapaz foi para o portão da escola após o recreio, porém, um grupo de alunos o esperava na saída. Ainda segundo a família, a vítima ainda tentou correr e pular o muro, mas foi puxado pela mochila. “Quando foi para o portão os caras correram atrás dele, tentou pular o portão, mas puxaram a bolsa dele. Dois estavam com faca e outros dois segurando. Ficou tentando se soltar, até que se soltou e correu por cima do portão já ferido”, detalhou. Aluno foi esfaqueado no portão da Escola Dom Júlio Mattioli, em Sena Madureira Reprodução Motivação O parente contou também que havia seis pessoas no momento da agressão, sendo que duas estavam com facas e outras duas seguravam a vítima. O familiar não soube dizer qual a participação dos demais envolvidos. “Ele saiu correndo, viu um homem de bicicleta e pediu socorro. O cara colocou ele na garupa da bicicleta e levou para o hospital”, detalhou. A motivação para a tentativa de homicídio, segundo a família, seria porque os agressores acreditavam que o garoto era de uma facção rival. Segundo o parente, o estudante foi visto conversando com alguns amigos de infância, que atualmente são de uma facção rival ao do grupo que o agrediu. “Ele nunca entrou em facção. Cresceu nesse bairro, tem vários amigos que cresceram juntos. Os caras viram ele conversando com esses amigos, que são de outra facção. Viram ele na escola e disseram ‘esse cara é amigo dos caras de outra facção, vamos matar ele'”, afirmou. Conforme o parente, o aluno ferido não conhece e nem fala com os menores que tentaram contra a vida dele. Sobre o motivo pela qual a vítima cumpre medida educativa, a família falou que a polícia apreendeu drogas com o adolescente ano passado. “Disse que pediram pra ele comprar uma droga e foi buscar de moto no bairro da Invasão. Quando estava voltando a polícia parou ele e estava com maconha. Passou um ano apreendido na pousada. Disse que não é de facção, que quando sair do hospital vai gravar um vídeo dizendo que não é”, contou. Transferência para Rio Branco O adolescente precisou ser transferido para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) devido uma suspeita de hemorragia interna. A família confirmou que ele não teve hemorragia, mas precisou passar por uma cirurgia no hospital. “Toda hora ligo para lá [Huerb] para saber dele. Partiram a barriga dele todinha, não deu hemorragia, mas uma das furadas atingiu o pulmão dele e precisou operar”, explicou. O parente relembrou que falou com o adolescente antes dele sair para aula. Em breve conversa, os dois falaram que a família veio de uma colônia e agora o aluno começaria o segundo ano do ensino médio, o que era mais um passo na vida. “Falou comigo antes de ir para aula, fiquei olhando e quando soube já estava todo furado. Achamos que está protegido na escola, mas não está. Queria que tivesse mais segurança e policiamento nas escolas para ver se acaba essa violência”, criticou.

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