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Antonio Prata: Saramago, brócolis e política – 02/11/2024 – Antonio Prata

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O vendedor, simpático, me levou até os infantis, no fundo da loja. Eu precisava comprar um livro para presentear um menino de 11 e outro para uma menina de nove. Era uma livraria pequena, charmosa, dessas em que só de entrar você já se sente contribuindo na luta contra o monopólio das big techs e a substituição dos humanos por robôs.

“Esse aqui é do Saramago.” Já tinha lido e peguei o livro por educação. As ilustrações são lindas, mas o texto é chato, coisa de quem não tem noção do que é uma criança. Um homem senta-se diante do mar: “A necessidade o trouxera. O alimento que a Terra tantas vezes lhe negou, pródiga de secas, pestes e dilúvios, o mar lho oferecia sem medida, não pedindo, em troca, mais do que a simples moeda da coragem”.

“Esse aqui é sobre reciclagem. Tema superimportante.” “Esse é sobre refugiados.” “Esse é sobre biomas brasileiros.” “Esse é sobre a Declaração Universal dos Direitos da Criança.” “Esse é sobre gênero.” “Esse é sobre racismo.” “Esse é de lendas amazônicas.”

Conforme o tempo ia passando e os livros se acumulando nos meus braços, foi me dando um mal-estar e uma culpa. Não sabia exatamente a razão do mal-estar, mas era dele que vinha a culpa: como poderia estar incomodado diante daquela pilha de obras tão bem-intencionadas, trabalhos que inequivocamente lutavam por um mundo mais justo, igualitário, pacífico, sustentável? Não é uma coisa maravilhosa educar as crianças para se tornarem adultos conscientes e engajados?

Claro. Mas antes de serem importantes, urgentes ou relevantes, aqueles livros (e todos os outros, pra qualquer idade) deveriam ser interessantes, engraçados ou comoventes. Provavelmente havia, entre as sugestões, algumas boas histórias, mas me chamou a atenção a curadoria ignorar o prazer da criança, priorizando somente os temas —que agradavam, claramente, aos adultos. O vendedor não soltou sequer uma frase do tipo “esse aqui as meninas adoram” ou “esse é hilário” ou “esse não dá pra parar de ler”. Embora bem-intencionada a escolha era, na acepção mais pura da palavra, paternalista.

Finalmente entendi meu incômodo. Estávamos na antevéspera da eleição e a distância entre o vendedor e as crianças me pareceu análoga à distância entre a esquerda e a sociedade. Como o livreiro, a esquerda tem na mão dúzias de pautas importantíssimas, mas não consegue chegar nos eleitores, pois se esqueceu que precisa, antes de mais nada, empolgá-los, comovê-los.

Uma criança não começa a comer brócolis porque dizemos que é rico em vitamina C e flavonoides, mas porque o refogamos muito bem com azeite, cebola, alho, temperamos com umas gotas de limão ou um fiozinho de shoyu. Da mesma forma, uma criança não pega gosto pela leitura porque é importante combater o aquecimento global, acomodar os refugiados ou salvar o boto-cor-de-rosa, mas porque é apresentado à cor “Flicts”, porque quer saber “Quem soltou o pum?”, porque se apaixona pela história de um menino que mora debaixo de uma escada e descobre ser um bruxo poderoso do lado de lá da plataforma 9¾ de uma estação de metrô em Londres.

Nas últimas décadas, enquanto a direita dominava Sonserina e treinava disciplinadamente as técnicas do Quadribol digital, a esquerda Lufa-Lufa perdia o pulso da sociedade, achando que bastariam, como forma de persuasão, os nobres ideais impressos em suas lombadas. Não sei como barrar o poder ilimitado das big techs nem impedir nossa substituição por robôs, mas a luta certamente requer “mais do que a simples moeda da” virtude.


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Reitora recebe honraria do TJ-AC e assina acordo para evento — Universidade Federal do Acre

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Reitora recebe honraria do TJ-AC e assina acordo para evento — Universidade Federal do Acre

A reitora da Ufac, Guida Aquino, esteve no gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC), na sexta-feira, 20, para receber a Ordem do Mérito Judiciário acreano e assinar o acordo de cooperação técnica para realização do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), que ocorrerá de 27 a 29 de maio no Centro de Convenções da universidade, campus-sede. 

A homenagem, outorgada à reitora pelo presidente do tribunal, desembargador Laudivon Nogueira, foi aprovada pela Comissão de Honraria em 2023, por ocasião dos 60 anos do TJ-AC, sendo destinada aos dirigentes de instituições que contribuíram para edificação e fortalecimento do Judiciário acreano. “Ratifico a minha alegria, minha indicação”, disse Guida. “Nunca vou esquecer. Muito obrigada. Então, fazer parte dessa história, da universidade, do nosso Estado, me deixa emocionada.”

O acordo de cooperação técnica foi celebrado entre a Ufac, que será responsável pela cessão do espaço para o evento, o TJ-AC, o governo do Estado do Acre, a Fundação de Cultura Elias Mansour e a Prefeitura de Rio Branco. O intuito da parceria é a organização, o planejamento e a execução do 57º Fonaje.

Guida ressaltou a importância do evento, pois é a primeira vez que será realizado no Acre. Além disso, reforçou que a Ufac está pronta para sediar o Fonaje, já que costuma receber eventos de grande porte e relevância nacional.

Também compuseram o dispositivo de honra na solenidade a vice-presidente do TJ-AC, desembargadora Regina Ferrari; o decano da Corte de Justiça, desembargador Samoel Evangelista; os desembargadores Roberto Barros, Denise Bonfim, Francisco Djalma, Waldirene Cordeiro, Júnior Alberto, Élcio Mendes, Luis Camolez, Nonato Maia e Lois Arruda.

 



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II Semana Acadêmica de Sistemas de Informação — Universidade Federal do Acre

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Estão abertas as inscrições para o evento que vai reunir estudantes e profissionais para conectar ideias, debater o futuro da computação e fortalecer nossa rede acadêmica.

Se você quer ficar por dentro das pesquisas mais atuais da área e garantir aquela integração única com a galera, esse é o seu lugar!

Onde e Quando?

Data: De 23 a 27 de Fevereiro Local: UFAC – Teatro Universitário. 

Como garantir sua vaga?

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Garanta sua vaga e venha fazer parte dessa experiência única. Nos vemos lá!



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Programa insere novos servidores no exercício de suas funções — Universidade Federal do Acre

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Programa insere novos servidores no exercício de suas funções — Universidade Federal do Acre

A Diretoria de Desempenho e Desenvolvimento, da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, realizou a abertura do programa Integra Ufac, voltado aos novos servidores técnico-administrativos. Durante o evento, foi feita a apresentação das pró-reitorias, com explanações sobre as atribuições e o funcionamento de cada setor da gestão universitária. O lançamento ocorreu nessa quarta-feira, 11, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação, campus-sede. 

A finalidade do programa é integrar e preparar os novos servidores técnico-administrativos para o exercício de suas funções, reforçando sua atuação na estrutura organizacional da universidade. A iniciativa está alinhada à portaria n.º 475, do Ministério da Educação, que determina a realização de formação introdutória para os ingressantes nas instituições federais de ensino.

“Receber novos servidores é um dos momentos mais importantes de estar à frente da Ufac”, disse a reitora Guida Aquino. “Esse programa é fundamental para apresentar como a universidade funciona e qual o papel de cada setor.”

A pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Oliveira da Cruz, enfatizou o compromisso coletivo com o fortalecimento institucional. “O sucesso individual de cada servidor reflete diretamente no sucesso da instituição.”

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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