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Apela à libertação do diretor do hospital de Gaza detido por Israel | Notícias de Gaza

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Foram feitos apelos à libertação de Hussam Abu Safia, diretor do Hospital Kamal Adwan, que foi detido no sábado, com dezenas de outros militares israelenses durante uma invasão às instalações no norte de Gaza.

Crescem os receios sobre a segurança de Abu Sufia, cujo paradeiro permanece desconhecido desde que foi detido no último centro médico mal funcional no norte de Gaza, que foi pulverizado por incansáveis ​​bombardeamentos israelitas durante um cerco militar de semanas à área.

A MedGlobal, uma ONG humanitária que presta cuidados de saúde em zonas de catástrofe, exigiu a libertação imediata de Abu Safia, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse estar “chocada” com o ataque ao hospital.

A última foto de Abu Safia, amplamente compartilhada nas redes sociais, mostrava-o caminhando em direção a um tanque israelense perto do Hospital Kamal Adwan, que estava incendiado pelas forças israelenses durante o violento ataque de sexta-feira.

Os militares israelitas afirmaram no sábado que Abu Safia foi detido para interrogatório, sob suspeita de “ser um agente terrorista do Hamas”. Prendeu mais de 240 pessoas nas instalações do hospital.

Desde 6 de Outubro, as operações de Israel em Gaza concentraram-se no norte, onde os militares afirmam que a sua ofensiva terrestre e aérea visa impedir o reagrupamento do Hamas.

Local desconhecido

Zaher Sahloul, presidente da MedGlobal, disse num comunicado que a prisão de Abu Safia foi “injusta e uma violação do direito humanitário internacional”.

“A sua detenção não é apenas injusta – é uma violação do direito internacional humanitário, que defende a protecção do pessoal médico em zonas de conflito. A MedGlobal apela urgentemente à libertação imediata e incondicional do Dr. Abu (Safia).”

Agnes Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, disse que Abu Safia é considerado um defensor dos direitos humanos pela Front Line Defenders, uma organização sediada na Irlanda que trabalha para proteger pessoas que estão “em risco pelo seu trabalho pacífico e legítimo em matéria de direitos humanos”.

A operação também foi a mais recente em um hospital durante o guerraem que Israel teve como alvo complexos de saúde.

“O desmantelamento sistemático do sistema de saúde e um cerco de mais de 80 dias ao norte de Gaza colocam em risco as vidas dos 75.000 palestinianos que permanecem na área”, afirmou a agência de saúde da ONU num comunicado.

O Dr. Ali Elaydi, um cirurgião ortopédico originário de Gaza, diz que o ataque de Israel ao Hospital Kamal Adwan e a prisão do Dr. Abu Safia têm como objectivo esvaziar o norte do enclave dos seus residentes.

“Essencialmente, priva toda a população do norte de Gaza de qualquer assistência médica sustentável. Acredito que isto é verdadeiramente intencional para forçar a população a sair do norte de Gaza”, disse Elaydi à Al Jazeera da cidade americana de Dallas.

“É sistemático. (Os israelitas) decidiram que sem cuidados médicos, eles (os palestinianos no norte de Gaza) teriam de evacuar.”

“É um aviso a todos os outros médicos para não falarem pelos seus pacientes.”

Na sexta-feira, o Hamas rejeitou a afirmação de Israel de que os seus combatentes tinham operado a partir do hospital durante todo o Guerra de 15 meses em Gazadizendo que nenhum lutador esteve no hospital.

A OMS disse que os restantes 15 pacientes críticos, 50 cuidadores e 20 profissionais de saúde do Hospital Kamal Adwan foram transferidos na sexta-feira para o hospital indonésio próximo, que descreveu como “destruído e não funcional”.

Afirmou que a OMS realizaria uma missão urgente ao Hospital Indonésio no domingo, em parte para transferir os pacientes críticos para a Cidade de Gaza.

Assassinato de Adnan al-Bursh

Abu Safia, pediatra de formação, recusou várias ordens israelenses para evacuar o Hospital Kamal Adwan.

Ele foi brevemente preso e libertado quando as forças israelenses atacaram Kamal Adwan no final de outubro.

Durante a mesma operação, as forças israelitas mataram o filho de Abu Safia, Ibrahim, num ataque de drone ao portão do hospital.

Abu Safia foi ferido por estilhaços de outro ataque israelense ao hospital em 23 de novembro, mas continuou seu trabalho, mantendo o mundo informado sobre os acontecimentos no hospital.

Esta não é a primeira vez que as forças israelenses atacam um hospital e profissionais médicos. Adnan al-Bursh, um proeminente cirurgião ortopédico palestino e chefe de ortopedia em al-Shifa, a maior instalação médica de Gaza antes de ser destruída, foi morto supostamente devido à tortura em uma prisão israelense.

Ele trabalhava no Hospital al-Awda, no norte de Gaza, em dezembro, quando ele e outros médicos foram presos pelo exército israelense.



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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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