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Após dólar disparar, Haddad tenta acalmar mercado…

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Marcela Rahal

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 29, que o pacote do governo não é o gran finale para a questão fiscal do país, nem uma bola de prata. Em almoço promovido pela Federação Brasileira de Bancos, em São Paulo, Haddad afirmou ainda que, se for necessário, o governo vai voltar a discutir novos ajustes para equilibrar as contas públicas.

A fala vem em meio ao mau humor do mercado financeiro, insatisfeito com o anúncio das medidas propostas pelo Palácio do Planalto para cumprir as regras do arcabouço fiscal. O dólar chegou a bater a casa dos 6,10 reais, mas depois recuou.

O mal-estar foi gerado também pela proposta do governo de isentar do Imposto de Renda pessoas que ganham até 5.000 reais por mês. Mas os presidentes da Câmara e do Senado ressaltaram que essa medida só será aprovada se houver condições fiscais para arcar com o custo. Arthur Lira disse, na rede social X, que é necessário discutir “uma coisa de cada vez” e que, neste momento, dará andamento ao pacote de corte de gastos com boa vontade e celeridade. Rodrigo Pacheco também falou que é importante que o Congresso apoie projetos de controle de gastos.

A VEJA, o presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, diz que não há motivos para a reação negativa do mercado em relação ao pacote anunciado. O ministro afirmou que viu a resposta dos agentes econômicos de forma “meio histérica”, mas que o projeto dá apenas uma sobrevida às contas públicas.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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