POLÍTICA
Após emendar feriadão, Senado faz só 24 minutos de…
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10 meses atrásem
Nicholas Shores
Depois de emendar a semana passada inteira sem trabalho em Brasília no feriado da Sexta-feira Santa, o Senado somou apenas 24 minutos de sessões deliberativas nos últimos dois dias.
Enredado em uma crise interna no União Brasil em torno da vaga no Ministério das Comunicações, Davi Alcolumbre não apareceu no plenário, deixando o comando dos trabalhos a cargo do segundo vice-presidente, Humberto Costa (PT-PE).
Na terça-feira, a ordem do dia – fase da sessão em que há discussão e votação de propostas – foi aberta às 16h55. Em votação simbólica, quando não se contam os votos individuais, os senadores aprovaram os textos de acordos bilaterais com a Costa do Marfim e a Armênia. Às 17h05, a sessão foi encerrada.
Já nesta quarta-feira, a ordem do dia começou às 16h15. Também a toque de caixa, em votações simbólicas, foram aprovados:
- o substitutivo da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) ao projeto de lei 13 de 2022, sobre o transporte aéreo de animais de estimação em voos domésticos;
- o PL 410 de 2022, que cria regras para as modificações e as adequações destinadas ao uso não convencional de veículos automotores;
- um acordo bilateral de cooperação científica com a Guatemala;
- e o protocolo de emenda à Convenção entre o Brasil e a Suécia para Evitar a Dupla Tributação em Matéria de Impostos sobre a Renda.
Às 16h29, a sessão desta quarta foi encerrada.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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