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Após visita na UPA do 2º Distrito, Sindmed-AC alerta para risco de contaminação cruzada de casos de Covid e Síndromes Gripais

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Após uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, em Rio Branco, nessa quarta-feira (13), o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) alertou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) que separe os atendimentos realizados em pacientes com Covid-19 daqueles que procuram a unidade com Síndromes Gripais Agudas Graves (SRAG).

O g1 entrou em contato com a assessoria da Sesacre e aguarda posicionamento.

De acordo com o sindicato, com os atendimentos estão sendo feitos no mesmo local e, com isso, há o risco de contaminação cruzada entre pacientes e acompanhantes.

O Sindmed-AC verificou ainda a preocupação dos servidores em relação à falta de organização da unidade de saúde. Eles teriam feito reclamações à gestão em relação aos atendimentos realizados no mesmo local.

Ainda segundo o sindicato, se a Saúde não tomar uma atitude em relação à denúncia, pode ser formalizado um pedido de abertura de investigação pelo Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), devido ao risco à população, além da possibilidade de uma denúncia solicitando interdição ética junto ao Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC).

Outro problema seria que a UPA do Segundo Distrito virou a unidade de saúde referência nos atendimentos de Covid e Síndromes Gripais desde o dia 1º deste mês, mas continua recebendo a população em geral.

Mesmo existindo salas suficientes para a separação dos atendimentos, o espaço continua, segundo o Sindmed-AC, sendo utilizado de forma a ignorar os cuidados sanitários, além da falta de profissionais para atender a demanda.

Sindmed-AC fez vistoria na UPA do Segundo Distrito nessa quarta-feira (13) — Foto: Divulgação/Sindmed-AC

Sindmed-AC fez vistoria na UPA do Segundo Distrito nessa quarta-feira (13) — Foto: Divulgação/Sindmed-AC

Unidade atende até 400 pacientes por dia

Referência para casos de Covid-19 e Síndromes Respiratórias Agudas Graves desde o dia 1º de julho, a UPA do 2º Distrito de Rio Branco tem atendido, em média, 400 pacientes por dia. A unidade de saúde possui 12 leitos adultos de enfermaria Covid-19.

Covid x SRAG

O Acre tem, até esta quinta-feira (14), 6.735 novos casos confirmados de Covid e 2008 mortes pela doença. O dia em que teve o maior número de infectados em julho foi no último dia 8, quando foram registrados 1.028 infectados. Ao todo, desde o início da pandemia, já são 132.930 casos em todo o estado.

Em relação às síndromes gripais, o Acre contabiliza 12 mortes de crianças com doenças respiratórias. A última vítima foi uma bebê indígena de 1 ano, identificada como Rauani Kaxinawá. Ela morreu em Cruzeiro do Sul, no dia 29 de junho.

Os especialistas já falam em quarta onda da doença. Inclusive, em reunião, na última quarta (6), o Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 definiu a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados no Acre, mas o governo do estado ainda não publicou nenhum decreto cumprindo a recomendação.

Com isso, o uso da máscara segue sendo obrigatório no estado apenas em unidades de saúde e transportes coletivos, no entanto, mesmo sem decreto, alguns órgãos voltaram a determinar uso da proteção. O Comitê avaliou ainda que por enquanto não há necessidade de mudar a classificação de risco, que atualmente segue na bandeira verde.

O Comitê definiu, em reunião extraordinária realizada no último dia 8, as medidas de prevenção que devem ser adotadas durante a Expoacre, Expojuruá, e no âmbito das escolas da rede estadual de educação.

Dentre as determinações está a cobrança da carteira de vacinação, obedecendo o esquema vacinal por faixa etária.

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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