POLÍTICA
As participações de Ratinho Junior em leilões da B…
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11 meses atrásem
Nicholas Shores
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), participou diretamente de sete dos 31 leilões realizados por estados, municípios e União na B3 em 2024, marcando presença em 22,5% de todas as vendas de ativos realizadas na sede da Bolsa.
Nesses sete leilões, o governo do Paraná contabiliza 42 bilhões de reais leiloados do total de 186 bilhões de reais investidos pela iniciativa privada na compra de ativos em todo o país no ano passado.
Interlocutores de Ratinho Junior comemoram o que, “proporcionalmente ao tamanho do estado”, chamam de “melhor resultado do Brasil”. O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), foi o primeiro colocado no ano passado, com oito batidas de martelo na B3.
Segundo o governo do Paraná, os sete leilões de 2024 devem gerar 430.000 empregos diretos e indiretos, enquanto os leilões realizados pelos demais estados, municípios e a União têm expectativa de impacto de 800.000 empregos diretos e indiretos.
Em 2024, o Paraná promoveu, em parceria com a União, dois leilões de rodovias (Lotes 3 e 6) e dois leilões de loterias da Lottopar (loteria instantânea e pacote de modalidades).
Além disso, houve mais três leilões com a Sanepar, no modelo de parcerias público-privadas, para acelerar metas da universalização do saneamento.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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