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POLÍTICA

As preocupações da Abin sobre o uso de bets para l…

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Laryssa Borges

Pelo menos desde 2016 diferentes órgãos do governo consideram o setor de apostas uma bomba-relógio. Naquele ano, em meio a pressões no Congresso para liberar cassinos e jogos de azar, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), grupo que reúne representantes do Executivo, especialistas, investigadores e membros do Ministério Público, listou pela primeira vez uma série de considerações sobre o risco de empresários mal-intencionados e facções criminosas transformarem a legalização dos jogos eletrônicos no Brasil em um ambiente fértil para lavagem de dinheiro.

Com a recente regulamentação das bets e a criação de regras para a exploração de plataformas de apostas online, o grupo de especialistas foi novamente convocado para um diagnóstico mais acurado. Polícias, promotores e entidades como o Banco Central, Banco do Brasil, Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) listaram gargalos que, se não combatidos com fiscalização, poderiam favorecer corrupção, branqueamento de recursos e até financiamento do terrorismo por meio dos jogos.

Em manifestação à Enccla, a Abin, por exemplo, listou como preocupações para o enfrentamento do mau uso de jogos online o risco de operadores patrocinados pelo crime organizado ou facções criminosas utilizarem plataformas de apostas para burlar resultados e lavar dinheiro e apontou que entidades financiadoras de atos terroristas poderiam tentar burlar o sistema de geolocalização e utilizar sites do Brasil para movimentar cifras reservadas a atentados.

A agência listou ainda as seguintes vulnerabilidades potenciais no uso das bets para fins criminosos:

  • uso de laranjas, conscientes ou não, para criação de diversas contas para movimentação de recursos ilícitos;
  • colocação de dinheiro ilícito e manutenção, por longos períodos, de baixo volume e valor de apostas, para posterior saque;
  • foco em apostas secundárias, como palpites em cartões amarelos, número de escanteios, além da cooptação de juízes e jogadores de campeonatos estaduais fora da primeira divisão;
  • possível corrupção de jogadores em campeonatos de jogos de computador e videogame para que atletas manipulem o jogo para um resultado específico.
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As primeiras regras para a regulamentação do ramo de apostas esportivas online entraram em vigor em 2023 e impõem, entre outras coisas, monitoramento obrigatório de transações suspeitas, critérios para identificar o apostador e evitar o uso de laranjas e proibição de métodos de pagamento que facilitem operações de lavagem de dinheiro.

Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), criada para normatizar o setor, uma série de documentos são exigidos para o cadastramento de sites regularizados, o que minimizaria o risco de empresas criminosas comandarem uma bet, como teme a Abin; o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está incumbido de alertar qualquer transação suspeita de valores atípicos, vindos do exterior ou com indícios de lavagem; os apostadores precisam fazer reconhecimento facial para se cadastrar para os jogos, o que diminuiria o risco de apresentação de CPFs falsos; além de o governo brasileiro ter firmado acordos com organismos internacionais para monitorar apostas e combater fraudes.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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