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Ataque russo mata 13 pessoas em Zaporizhzhia, na Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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Um ataque a bomba guiado pela Rússia na cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, matou pelo menos 13 civis e feriu cerca de 30 outros, disseram autoridades.

Imagens gráficas publicadas na página do Telegram do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, na quarta-feira, mostraram civis ensanguentados deitados em uma rua da cidade sendo tratados por serviços de emergência.

“Não há nada mais brutal do que o bombardeio aéreo de uma cidade, sabendo que os civis comuns sofrerão”, escreveu Zelenskyy no X.

Arranha-céus residenciais, uma instalação industrial e outras infraestruturas foram danificadas no ataque, disse o Gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia no Telegram na quarta-feira. Os destroços atingiram um bonde e um ônibus com passageiros dentro, acrescentou.

O governador regional, Ivan Fedorov, disse que as forças russas lançaram bombas teleguiadas contra uma área residencial da cidade no meio da tarde, e pelo menos dois edifícios residenciais foram atingidos no ataque.

Moscovo lançou frequentemente ataques aéreos contra infra-estruturas civis durante a sua guerra de quase três anos contra a Ucrânia. Negou sistematicamente ter como alvo civis.

Jonah Hull, da Al Jazeera, reportando de Kharkiv, na Ucrânia, disse que “os ataques visavam o que foi descrito como uma ‘local industrial’”.

Hull descreveu “cenas de devastação fora de uma fábrica, num prédio de apartamentos de vários andares em frente… além de um bonde e um microônibus que passavam, que estariam transportando passageiros”.

Marina Miron, analista militar do King’s College London, disse à Al Jazeera que “a fábrica já tinha sido alvo de ataques em Novembro, pois os russos dizem que os ucranianos a estavam a usar para montar drones”.

“Devido às mortes de civis, no entanto, existe a possibilidade de os sistemas de navegação russos terem ficado bloqueados”, disse Miron.

O ataque ocorre num momento em que tanto a Rússia como a Ucrânia procuram projectar força antes da tomada de posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em 20 de Janeiro.

No início do dia, os militares ucranianos disseram ter atingido um depósito de combustível dentro da Rússia, causando um enorme incêndio numa instalação que fornece mísseis a uma base aérea russa.

O Estado-Maior da Ucrânia disse que o ataque atingiu o depósito perto de Engels, na região russa de Saratov, cerca de 600 km (373 milhas) a leste da fronteira com a Ucrânia.

Enquanto a Ucrânia enfrenta certos restrições ao utilizar mísseis fornecidos pelo Ocidente, Kiev tem vindo a desenvolver o seu próprio arsenal de longo alcance, capaz de atingir alvos atrás da sua linha da frente.

Os ataques perturbaram a logística russa na guerra, que começou em 24 de fevereiro de 2022.

‘Sérias garantias de segurança’

Mais cedo na quarta-feira, Zelenskyy disse que os países que desejam acabar com a guerra deveriam oferecer à Ucrânia garantias sobre a sua defesa futura.

“Para ser honesto, acredito que temos o direito de exigir garantias de segurança sérias aos países que visam a paz no mundo”, disse Zelenskyy.

O líder da Ucrânia falava numa conferência de imprensa em Kiev, respondendo aos comentários do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de que compreendia a oposição da Rússia à adesão da vizinha Ucrânia à NATO.

Falando aos jornalistas a partir da sua propriedade em Mar-a-Lago, numa ampla conferência de imprensa na noite de terça-feira, Trump disse que “a Rússia tem alguém mesmo à sua porta e posso compreender os seus sentimentos sobre isso”.

Os Estados Unidos, a Alemanha, a Hungria e a Eslováquia impediram a adesão imediata da Ucrânia à aliança de 32 nações da NATO, observou Zelenskyy.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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