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‘Babygirl’ é ‘9 1/2 Semanas de Amor’ com muita culpa – 30/12/2024 – Thiago Stivaletti

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No mundo de hoje, em que até o nosso tempo é devorado pelas demandas da tecnologia, nem o sexo conseguiu sobreviver como terreno de liberdade das pessoas. No cinema, com raras exceções, os filmes ditos ousados nesse terreno conseguem no máximo simular um bom comercial de perfume.

Trago isso a propósito de “Babygirl“, vendido desde o mais recente Festival de Veneza como um dos filmes mais polêmicos e ousados do ano. O filme traz Nicole Kidman como uma poderosa CEO de Nova York, casada há anos com um diretor de teatro (Antonio Banderas), com filhos adolescentes, que se vê irremediavelmente atraída por um novo estagiário de sua empresa (Harris Dickinson, o modelo entediado de “Triângulo da Tristeza“).

Já nas primeiras interações, Samuel parece querer mandar em Romy, dando pequenas ordens e ignorando a presumida hierarquia que existe entre eles no trabalho. Em vez de repudiar a atitude arrogante do rapaz, ela se deixa levar, e logo eles estão se encontrando em quartos de hotéis distantes para ver onde essa atração pode dar.

Não que as cenas que envolvem a dominação de Romy por Samuel sejam ruins. A diretora holandesa Halina Reijn recupera da sua infância nos anos 80 dois dos grandes hits eróticos da década –”Never Tear Us Apart”, do INXS, e “Father Figure”, de George Michael– e com eles faz decolar as duas melhores cenas do filme, que avançam o sinal vermelho dos tabus sexuais dos personagens.

São os momentos em que Kidman faz valer as indicações que anda recebendo nesta temporada de prêmios, sem medo de botar em risco sua imagem elegante.

CHICOTE LIGHT

Mas não espere nada de realmente forte. Samuel não é Christian Grey, o farialimer dominador de “50 Tons de Cinza“, e nem faz uso de chicote ou qualquer outro apetrecho. Kidman também não chega aos pés, por exemplo, do que uma Charlotte Gainsbourg encara em “Ninfomaníaca“, de Lars Von Trier.

Assim, “Babygirl” fica mais próximo de “Nove Semanas e Meia de Amor”, com Kim Basinger e Mickey Rourke, filme erótico cult dos anos 80 que também continha mais charme do que ousadia.

Um dos problemas de “Babygirl” é que, como costuma acontecer no cinema americano –Reijn é holandesa, mas o filme é uma produção da americana A24–, tudo tenha que se revolver numa certa conciliação no terceiro ato. Sem entrar em spoilers do que acontece, a coisa envereda até para um papo superficial sobre a natureza do masoquismo, bem ao gosto do politicamente correto.

Pensando melhor, Nicole foi mais longe há 25 anos, dando vazão a suas fantasias pelas mãos de Stanley Kubrick em “De Olhos Bem Fechados” (1999). Ela era então casada com seu parceiro de cena, Tom Cruise. Mas o casal não resistiu à descida avassaladora que fizeram ao fundo de suas fantasias sexuais –e acabaram se separando na vida real.

Perto da obra-prima de Kubrick, “Babygirl” é um pouco como os produtos milimetricamente calculados que a empresa de Romy vende: tecnicamente impecável, mas sem nada de surpreendente.

“Babygirl”

Estreia dia 9 de janeiro nos cinemas

Thiago Stivaletti é jornalista e crítico de cinema, TV e streaming. Foi repórter na Folha de S.Paulo e colunista do UOL. Como roteirista, escreveu para o Vídeo Show (Globo) e o TVZ (Multishow).



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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