O juiz brasileiro Alexandre de Moraes disse que as empresas de mídia social precisariam cumprir as leis e legislações nacionais para continuar operando em Brasil. um dia depois do gigante da mídia Meta anunciou o abandono de seu programa de verificação de fatos.
O Supremo Tribunal do Brasil não permitirá que empresas de tecnologia explorem o uso do discurso de ódio para obter lucro, disse Moraes, acrescentando que as redes sociais “não se tornarão uma terra sem lei” no país.
“Eles só continuarão a operar se respeitarem a lei brasileira, independentemente das bravatas dos líderes irresponsáveis da Big Tech”, disse o juiz.
Moraes mantém verificações nas redes sociais
Embora Moraes não tenha mencionado o nome de nenhuma empresa em seus comentários de quarta-feira, eles ocorreram um dia depois que a Meta anunciou que abandonaria seu programa de verificação de fatos nos EUA, citando preocupações com preconceitos políticos.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também criticou em sua declaração em vídeo o que ele disse serem atos de censura em várias regiões do mundo, criticando a América Latina, a Europa e a China.
Moraes é o juiz por trás da decisão do tribunal superior do ano passado suspender temporariamente a plataforma de mídia social Xde propriedade de Elon Muskno país.
O crescimento divergência entre autoridades brasileiras e Musk foi desencadeada pelo incumprimento por parte de X de ordens judiciais que exigiam que tomasse medidas contra a propagação do discurso de ódio. Musk denunciou tais ordens como censura.
Meta encerra verificação de fatos de terceiros no Facebook e Instagram
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Metanovas regras são ‘ruins para a democracia’, diz ministro
O recém-nomeado Ministro das Comunicações do Brasil, Sidonio Palmeira, criticou a decisão da Meta, chamando-a de “ruim para a democracia”.
“(Sem verificação de fatos) você não controla a disseminação de ódio, desinformação e notícias falsas”, disse ele, acrescentando que o Brasil precisa regulamentar as mídias sociais, de forma semelhante à Europa.
Zuckerberg disse que a Meta começaria eliminando os verificadores de fatos nos EUA. O Ministério Público deu à empresa 30 dias para esclarecer se pretende implementar as mudanças também no Brasil.
A ordem dos promotores estava relacionada a uma investigação em andamento das ações tomadas pelas plataformas de mídia social para combater a desinformação e a violência online no Brasil.
ftm/rmt (Reuters, AFP)
