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Como não contrariar a influência política do X de Elon Musk | Mídias Sociais

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Desde que o bilionário Elon Musk apoiou o candidato republicano Donald Trump na corrida presidencial dos EUA em julho, X, a plataforma de mídia social de propriedade de Musk, passou a ser ainda mais escrutinada. Muitos críticos acusaram-no de transformar a plataforma numa arma para os seus objectivos políticos e de a utilizar para promover políticos de direita que ele favorece.

Em meio a esse escrutínio, o embate de Musk com as autoridades brasileiras ganhou destaque. Em agosto, um tribunal brasileiro suspendeu X após a sua recusa em remover conteúdos e contas que foram considerados como difundindo “desinformação”, incitando atividades criminosas e supostas ameaças à democracia.

Enfrentando uma proibição nacional em um de seus maiores mercados e multas crescentes, Musk acabou jogando a toalha e cedendo às exigências do tribunal.

Muitos da esquerda no Brasil, nos Estados Unidos e em outros lugares celebraram o triunfo do Estado brasileiro, apoiando as suas ações em nome da “soberania digital” e da “independência”. Embora eu concorde que a influência descomunal dos gigantes das redes sociais nos assuntos políticos deva ser combatida, a abordagem das autoridades brasileiras não é a melhor forma de o fazer. Na verdade, essas ordens judiciais abrem caminho para a censura estatal indiscriminada das plataformas de redes sociais, o que causará mais danos do que benefícios à liberdade de expressão e à democracia política justa.

Censura estatal

Para ser claro, X realizou censura em outros países antes desta última polêmica no Brasil, visando indivíduos, grupos políticos e movimentos. É duvidoso que o desafio de Musk à ordem do tribunal brasileiro tenha resultado da preocupação com o bem-estar dos brasileiros e com o seu direito à liberdade de expressão.

No entanto, os pedidos de censura feitos pelo Supremo Tribunal do Brasil também têm sido problemáticos. Em abril, solicitou a suspensão de contas pertencentes a apoiantes do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro como parte de uma investigação sobre “milícias digitais” que apoiaram tentativas de golpe de estado em janeiro de 2023. Os detalhes desta investigação não foram totalmente revelados.

O tribunal também fez outros pedidos antes que não resistem a um exame minucioso. Documentos obtidos pela imprensa brasileira revelam que, em 2022, o Supremo Tribunal Alexandre de Moraes tentou bloquear a conta X do popular cantor gospel Davi Sacer – um apoiante de Bolsonaro – por retuitar mensagens encorajando protestos contra ministros brasileiros que participavam numa conferência em Nova Iorque. O mesmo juiz encomendado a proibição das contas X do Partido da Causa Operária, de esquerda, por criticar o Supremo Tribunal Federal.

Nos últimos anos, Moraes, um conservador que anteriormente administrou a repressão policial em São Paulo, consolidou o poder de proibir o discurso desfavorecido na Internet brasileira, como árbitro e executor de qual conteúdo deveria ser removido como “desinformação”. Se a sua campanha contra a liberdade de expressão nas redes sociais não for controlada, pouco poderá impedir que ele e o poder judicial expandam os seus poderes de censura.

Eles podem estar visando principalmente a extrema direita no Brasil neste momento, mas isso pode mudar facilmente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiou as ações de Moraes contra X, enfrenta atualmente críticas de defensores ambientais e de forças políticas à sua esquerda. Se organizarem uma oposição vigorosa à sua agenda pró-capitalista, a polícia militar iniciativase políticas ambientalmente destrutivas, então podemos esperar que elas também estarão sujeitas à censura nas redes sociais.

A liberdade de expressão é necessária para a democracia

Como documentaram o estudioso americano Noam Chomsky e outros, um sistema de mídia capitalista concentra a propriedade da mídia para consentimento de fabricação. No entanto, mesmo quando os meios de comunicação social corporativos suprimem factos e perspectivas importantes, se o governo apoiar a liberdade de expressão, o público ainda tem a oportunidade de expor falsidades e expressar opiniões alternativas. Neste caso, a dissidência é marginalizada, em vez de totalmente banida.

No entanto, quando o Estado se envolve, podemos facilmente acabar com a censura total da dissidência. Se um governo assumir o papel de um único árbitro e autoridade sobre a “verdade”, então poderá usar esse poder para silenciar qualquer pessoa que o desafie. Desta forma, todos os meios de comunicação social – sejam eles tradicionais ou sociais – correm o risco de se tornarem efectivamente meios de comunicação estatais.

É verdade que as grandes redes sociais têm demasiado poder para moldar o fluxo de informação. No entanto, defender a “soberania digital” e desafiar colonialismo digital não pode significar impor a vontade do governo de suprimir a oposição política, mesmo que seja de extrema direita.

Se houver de facto discurso ilegal numa plataforma de redes sociais, então o assunto deverá ser processado num tribunal, onde os arguidos recebam um julgamento justo. As “notícias falsas” são um problema real, mas se o discurso não for ilegal, não cabe ao governo eliminá-lo da Internet. Existem outros mecanismos para combater esse problema.

Aqueles de nós da esquerda podem considerar Musk e os políticos de extrema direita que ele apoia, como Bolsonaro e Trump, como uma ameaça à sociedade e ao planeta, mas normalizar a censura estatal ao discurso politicamente desfavorecido em nome da “soberania digital” estabelece um precedente perigoso . Cria espaço para que este conceito seja explorado para “proteger a sociedade” contra opiniões impopulares ou controversas.

Lembremo-nos de que vivemos num mundo onde 67 países têm leis anti-LGBTQ criminalizando relações entre pessoas do mesmo sexo entre adultos consentidos, enquanto muitas “democracias” ocidentais armar acusações de anti-semitismo para suprimir o movimento de solidariedade palestiniano. Em Israel, quase 60% da população favores censurar postagens nas redes sociais simpáticas aos palestinos em Gaza. Deveriam os governos ter o direito de censurar publicações sobre os direitos LGBTQ ou o genocídio contra o povo palestino, em nome da proteção da “segurança nacional” e da “democracia”?

As “notícias falsas” de uma pessoa podem ser a “verdade” de outra, razão pela qual os estados não devem ter autoridade para censurar as redes sociais.

Soberania digital vinda de baixo

Opor-se aos exageros do governo não significa sugerir que Musk e X também não desafiaram o Estado brasileiro de maneiras que são altamente questionável. A história completa é complexa e muitos dos detalhes são ocultados da vista do público.

Dito isto, existem formas de promover a soberania digital genuína e de se opor ao poder esmagador exercido pelas grandes empresas de meios de comunicação social que não envolvem patrocínio estatal.

Os activistas de base deveriam pressionar por leis de descentralização das redes sociais que obriguem interoperabilidade entre e dentro das redes de mídia social. Isso significaria que qualquer usuário de qualquer rede de mídia social seria capaz de ver e interagir com os usuários e com o conteúdo publicado por qualquer outra rede. Como resultado, empresas como X e Meta não terão mais o monopólio da publicação nas redes sociais.

A interoperabilidade, aliada aos subsídios públicos e à proibição da publicidade baseada em plataformas, também pode desmercantilizar o cenário das mídias sociais, reduzindo os imensos lucros que as grandes mídias sociais estão obtendo.

Uma variedade de organizações e ferramentas independentes de verificação de factos poderia ser apoiada e escolhida pelas plataformas de redes sociais ou pelos seus membros para conter a propagação de propaganda e desinformação.

Juntamente com estas mudanças, a esquerda precisa de uma visão e estratégia mais fortes para descolonizar a economia digital global. Eu sugeri um Acordo de tecnologia digital como um plano que eliminaria gradualmente a propriedade privada dos meios de computação e conhecimento como parte de uma economia sustentável decrescimento digital agenda.

Tal como a crise ambiental, a Internet não tem fronteiras e a soberania digital não pode ser alcançada dentro de um país. A necessidade urgente de uma mudança drástica no ecossistema digital requer um activismo internacionalista de base que vise o império tecnológico americano no centro, bem como o sistema de capitalismo digital e colonialismo que opera em cada país.

A censura autoritária mascarada de “soberania digital” não é o caminho a seguir.

As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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