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Carro incendiado e edifícios vandalizados com pichações anti-Israel em Sydney | Sidney
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Guardian staff
Carros e edifícios foram vandalizados com pichações anti-Israel no leste de Sydney com o Nova Gales do Sul primeiro-ministro condenando o ataque como anti-semitismo “chocante”.
Os serviços de emergência responderam a relatos de um veículo em chamas na Magney Street, Woollahra, por volta da 1h da quarta-feira, disse a polícia de NSW em um comunicado.
O carro, junto com outro veículo, dois prédios e a trilha ao longo da Magney Street, foram grafitados. Algumas delas eram explicitamente anti-Israel.
A polícia de NSW disse que o carro incendiado provavelmente foi roubado e levado para Woollhara pelos perpetradores, que o incendiaram para destruir as provas.
“Não era o carro de um residente”, disse o comissário assistente de polícia Peter McKenna aos repórteres. “Portanto, são os próprios graffiti e as observações anti-semitas que pintaram com spray nas casas e caminhos que estamos a investigar.”
O primeiro-ministro de NSW, Chris se lembradisse que o vandalismo em Woollahra foi um “crime de ódio” e um “ataque anti-semita”.
“A sociedade cívica e civil está completamente consternada com estes actos de violência”, disse ele aos jornalistas.
“Este é um ataque à nossa comunidade e à comunidade judaica em Sidney. É anti-semita e precisa de uma resposta completa da polícia de NSW e do governo de NSW.”
O primeiro-ministro da rádio ABC citou “a localização do crime, a sugestão (no graffiti) de que deveriam matar Israel, a sequência de acontecimentos após o incêndio de uma sinagoga em Melbourne, os ataques em Sydney há várias semanas, as manifestações fora das instituições religiosas”.
Minns disse que deveria haver “tolerância zero quando se trata de pessoas que querem… destruir nossa comunidade”.
O primeiro-ministro disse aos repórteres que conversou com o embaixador de Israel na Austrália para assegurar-lhe que “consideramos isso uma demonstração repugnante de anti-semitismo e a vasta, vasta maioria das pessoas que vivem em NSW estão horrorizadas com isso e reconhecem Israel como um aliado e amigo de Austrália”.
A comissária de polícia de NSW, Karen Webb, sugeriu que oficiais dedicados da Operação Shelter aumentariam as patrulhas. A força se concentraria em encontrar os perpetradores, que poderiam enfrentar no máximo 10 anos de prisão, disse ela.
A polícia de NSW disse que os investigadores não acreditavam que o ataque estivesse ligado a um incidente semelhante em meados de novembro porque duas pessoas já estavam sob custódia e perante os tribunais por causa desse suposto crime.
David Ossip, presidente do Conselho de Deputados Judaicos de NSW, disse que sua comunidade estava “indignada, chocada e profundamente triste com o que aconteceu em Woollahra”.
após a promoção do boletim informativo
“Este é o mais recente ataque numa campanha sustentada de intimidação, assédio e terror contra a comunidade judaica… (mas) não será intimidada.”
Anthony Albanese disse que o vandalismo foi um “ultraje” e “outro ataque antissemita” e que conversou com a polícia federal australiana em busca de instruções.
“Estou ao lado da comunidade judaica e condeno inequivocamente este ataque”, disse o primeiro-ministro.
“Não há lugar para o anti-semitismo neste país, nem em qualquer outro lugar.
“Este é um ataque às pessoas porque elas são judias. A ideia de levarmos um conflito para o exterior e trazê-lo para cá é algo totalmente contrário ao que a Austrália foi construída, que é um país onde temos uma grande força (que) vem do fato de que as pessoas podem viver com diferentes crenças, diferentes etnias , origens diferentes, lado a lado. Isto é um crime de ódio. É tão simples quanto isso.”
Albanese disse que era um momento de unidade, não comentários divisivos buscando vantagem política.
A polícia queria falar com duas pessoas que supostamente estavam nas proximidades no momento, que eram magras, tinham entre 15 e 20 anos e usavam coberturas faciais e roupas escuras.
A ministra da polícia de NSW, Yasmin Catley, disse que “toda pessoa tem o direito de se sentir segura em sua própria cidade”.
“Estamos empenhados em dar tudo o que pudermos por trás desta investigação e resposta e forneceremos mais detalhes sobre nossas ações no devido tempo”, disse ela em comunicado.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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