ACRE
Celular de mulher que acusa PMs de estupro sumiu – 06/03/2025 – Cotidiano
PUBLICADO
1 ano atrásem
Paulo Eduardo Dias
O aparelho celular, a bolsa e outros objetos que a jovem de 20 anos que afirma ter sido estuprada por policiais militares no interior de uma viatura na noite de domingo (2) sumiram.
Os pertences desapareceram no momento em que ela foi deixada pelos PMs em um local escuro às margens da rodovia Anchieta, disse à Folha a mãe da mulher na noite desta quinta-feira (6). A investigação da Polícia Civil confirma que os objetos sumiram.
Foi através do mesmo telefone celular que a jovem gravou um vídeo no interior do carro da polícia contando o suposto estupro para a mãe. Ela estava sentada no banco do passageiro traseiro quando gravou a imagem. A cena mostra um policial guiando o automóvel e um outro a seu lado.
A gravação ocorreu, segundo a mãe, após o abuso e quando a filha temia ser morta. Os policiais teriam rodado durante três horas com ela no carro.
A mãe disse que os objetos incluíam uma bolsa, documentos, óculos de grau e iPhone. E afirmou ainda que a filha foi tratada como lixo pelos agentes. Ela pediu para não ter seu nome divulgado por temer represálias.
Segundo ela, a jovem estava em um bloco de Carnaval na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. Depois, seguiu para Diadema, cidade na Grande São Paulo, onde mora o amigo que estava com ela. A jovem então teria avistado os policiais e pedido para carregar o telefone na viatura. Os agentes teriam autorizado e oferecido uma carona até a casa dela, o que foi aceito.
De acordo com a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a jovem foi submetida a exame de corpo de delito, assim como os policiais, que estão presos.
A investigação da ocorrência foi colocada sob sigilo.
Os dois PMs envolvidos no caso foram presos em flagrante na segunda (3) pelos crimes de abandono de posto e descumprimento de missão após darem carona à jovem. Isso porque eles deixaram a área de patrulhamento sem autorização e sem motivo justificado, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública). A violência sexual é investigada.
A dupla envolvida na ocorrência está no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Eles tiveram a prisão preventiva, ou seja, sem prazo, decretada pela Justiça Militar.
Os PMs, do 24° Batalhão de Polícia Militar, com sede em Diadema, utilizavam câmeras corporais. As imagens são analisadas. “A Polícia Militar reforça seu compromisso com a legalidade e a transparência, garantindo que qualquer desvio de conduta será punido com rigor”, disse em nota a pasta da segurança.
A apuração também é feita por investigadores do 26° DP (Sacomã). A jovem prestou depoimento na terça-feira (4). Ela estava acompanhada pela mãe. Os policiais civis buscam possíveis câmeras de segurança que possam ter registrado o trajeto da vítima e auxiliar a entender o que possa ter ocorrido.
Conforme policiais civis, a jovem chegou ao plantão após ser deixada na rua pelos PMs. Ela aparentava estar desnorteada, disse um policial para a reportagem. De acordo com ele, a mulher não soube precisar o local em que foi abandonada. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada e a socorreu até um hospital.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
Relacionado
ACRE
I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
PUBLICADO
4 dias atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE3 dias agoUfac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoI FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
ACRE3 dias agoEducação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios7 horas agoSambaex amplia eventos presenciais no Brasil, promove educação em criptomoedas e lança fundos sociais de educação e meio ambiente
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login