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Com entrega atrasada há 7 anos, MP investiga gastos de R$ 20 milhões em novo hospital no AC

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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A construção do novo Pronto-Socorro de Rio Branco já se arrasta por nove anos. A obra, que teve início em 2010, devia ter sido entregue no primeiro semestre de 2012, mas se arrasta sem ser entregue aos rio-branquenses e moradores de outros municípios atendidos pelo maior hospital do estado.

A obra, orçada em R$ 20 milhões, é uma das mais cobradas pelos acreanos. Diante disso, o Ministério Público do Acre (MP-AC) decidiu abrir um inquérito civil para apurar o andamento, inclusive, o gasto do valor já empregado no novo Pronto-Socorro.

O documento, assinado pela promotora Myrna Mendoza, destaca ainda que a obra chegou a ser “inaugurada” na gestão anterior.

“Foi inaugurada pela administração pública anterior, porém, permanece inconclusa e sem as condições necessárias para funcionar como unidade hospitalar”, destaca a promotora no decreto.

O G1 tentou ouvir a promotora para saber mais detalhes sobre o inquérito instaurado, mas foi informado que ela só deve falar após as apurações junto aos gestores.

Além do valor já gasto na obra, a promotora enfatiza ainda que, devido ao longo tempo de construção, a unidade já precisa de reparos e novas adequações que devem, mais uma vez, gerar gastos públicos: “prejuízos ao erário”, completa.

Na gestão anterior, uma das grandes alegações do governo era a falta de recursos necessários para terminar a obra, que, aparentemente, está quase completa.

O novo governo de Gladson Cameli, que assumiu a administração pública do estado em janeiro deste ano, garantiu que o convênio com a Caixa ainda está vigente.

“Há recursos do Finisa [Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento] para conclusão. Esta obra (a parte da verticalização) se arrasta desde o governo de Binho Marques. O governador Gladson Cameli pretende entregar esta parte até o meio do ano”, destaca a nota.

O governo diz ainda que apoia o inquérito civil instaurado pelo órgão fiscalizador. “O que o MP está fazendo é excelente. Apurar os aditivos, e outros fatos que ainda não esclareceram a demora”, finaliza a nota.

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