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Com o lançamento de programas em 2024, Fapac incentiva o desenvolvimento de pesquisas no estado

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Fhaidy Acosta

Para disseminar a busca pelo conhecimento científico e o desenvolvimento de ideias inovadoras, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac) executa um trabalho de apoio e incentivo à pesquisa por todo o território acreano. Em 2024, a fundação desenvolveu seu planejamento estratégico para o período de 2024 a 2027. O planejamento visa à otimização de recursos e processos, e o fortalecimento de sua capacidade institucional para atender às demandas do estado em pesquisa, ciência, tecnologia e inovação.

“O governo do Acre, por meio da Fapac, tem investido em pesquisa científica para apoiar doutores, nas áreas da saúde, da biodiversidade e do potencial amazônico, como tem investido em startups de bioeconomia, com olhar no rico potencial de nossas florestas e mananciais. Focamos nas cadeias produtivas especiais, que chamamos de ‘bioeconomia identitária’”, destacou o presidente da Fapac, Moisés Diniz.

Moisés Diniz, presidente da Fapac, destaca a importância do consórcio entre pesquisadores do Acre com os de outros países. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Além, disso a Fapac ao longo do ano, promoveu estudos em tecnologia social e ciência que envolvam as minorias, como mães solo de baixa renda, mães atípicas em condição de fragilidade social, filhos de pescadores, e indígenas.

Construído de maneira participativa, envolvendo a equipe técnica da Fapac em todas as etapas do processo, e com a colaboração da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). Com a parceria, foram adotadas metodologias consolidadas e alinhadas às melhores práticas de gestão pública, garantindo que o plano elaborado esteja fundamentado em princípios de sustentabilidade, eficiência e impacto social. Assim, o documento se constitui em um guia estratégico que, ao mesmo tempo, responde às diretrizes do Plano Plurianual (PPA) e busca promover a melhoria contínua das ações da Fundação.

A coordenadora de Planejamento da Fapac, Weruska Bezerra, destacou que essa é a primeira vez que a Fapac tem um planejamento estratégico construído, desde a sua criação, com missão, visão e valores.

“O planejamento estratégico fornece uma visão clara da Fapac, da sua identidade e dos seus objetivos e ajuda a antecipar os riscos na tomada de decisões a curto e longo prazo. Além disso, promove o alinhamento entre todos da equipe e estimula o comprometimento, motivação dos servidores e possibilita um amplo conhecimento da estrutura organizacional da unidade, de forma que as ações e metas definidas estejam associadas à sua missão, visão, valores e objetivos”, pontuou a coordenadora de Planejamento da Fapac.

Amazônia +10

O programa Amazônia +10 tem como objetivo apoiar a pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico em instituições de ensino e pesquisa, sobre os problemas atuais da Amazônia, que tenham como foco o estreitamento das interações natureza-sociedade para um desenvolvimento sustentável e inclusivo da região.

Em 2024, o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançaram o Programa Iniciativa Amazônia +10 de Residência em CT&I, que alocou 9 consultores nas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados da Amazônia Legal, sendo uma vaga para o Acre.

Iniciativa Amazônia +10 conta com o apoio do governo do Acre, por meio da Fapac. Foto: Alexandre Cruz-Noronha/Sema.

A Iniciativa Amazônia +10 também divulgou o resultado da chamada Expedições Científicas, na qual foram selecionados 22 projetos voltados à ampliação do conhecimento sobre a sociobiodiversidade amazônica, que conta com o apoio do governo do Acre, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Entre os projetos escolhidos, o Acre teve dois aprovados.

Com a temática novas fronteiras no registro fossilífero da Amazônia Sul-ocidental,  o pesquisador Carlos D’Apolito Júnior, da Universidade Federal do Acre (Ufac), foi o primeiro selecionado. O segundo tema escolhido foi Sociobiodiversidade: Análise de agentes zoonóticos carreados por espécies cinegéticas na Amazônia Ocidental, da pesquisadora Cíntia Daudt, também da Ufac.

Inova Amazônia 2024 – Módulo Tração

O programa tem como objetivo gerar novos negócios, agregar valor às empresas existentes e fortalecer o ecossistema de bioeconomia amazônico, por meio da inovação, da sustentabilidade e da conexão entre empreendedores da região e empreendedores de outras localidades. Tal iniciativa visa tracionar negócios formalizados e em operação. O objetivo é fortalecer a operação, induzir o ganho de mercado (tração) e prepará-los para a escalabilidade, inclusive no âmbito internacional.

A bolsa de estímulo à inovação garante um aporte de recursos financeiros, em benefício de pessoa física, destinado à capacitação de recursos humanos ou à execução de projetos de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo e às atividades de extensão tecnológica, de proteção da propriedade intelectual e de transferência de tecnologia.

De fevereiro a julho de 2024 a Fapac, em conjunto com o Sebrae Nacional, realizou o pagamento de seis parcelas em favor dos 20 bolsistas do programa. Cada parcela equivale a R$ 6.500,00, totalizando R$ 39 mil, sendo que a Fapac subsidiou R$ 19.500,00 e o Sebrae Nacional R$ 19.500,00.

Expedições Científicas

A Chamada de Expedições Científicas na Amazônia tem foco na ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica, com a coleta de dados, de espécimes biológicos e minerais e de peças integrantes da cultura nativa e popular.

É um programa que apoia as soluções voltadas para a bioeconomia de todos os nove estados da região da Amazônia Legal. Na segunda edição do programa, que é uma parceria do Sebrae com a Fapac, foram desenvolvidas e apoiadas as ideias e negócios de bioeconomia, que envolveram a temática da sustentabilidade juntas às startups do Estado do Acre.

Inova Amazônia contemplou 20 startups, que receberam bolsas de apoio durante os seis meses do projeto. Foto: cedida

O Programa Inova Amazônia contemplou 20 startups, que receberam bolsas de apoio durante os seis meses do projeto, sendo custeadas em 50% pelo Sebrae e 50% pelo governo do Acre.

No início de dezembro, a Iniciativa Amazônia +10 divulgou o resultado final do edital Expedições Científicas, com 22 projetos selecionados no Brasil, totalizando R$ 78,2 milhões em financiamento para todas as fundações envolvidas. O Acre participa da iniciativa por meio da Fapac, com o apoio do governo do Estado e, dentre o total geral no Brasil, que teve 22 propostas aprovadas no resultado final, 2 propostas aprovadas são do Acre, em que solicitaram recursos no total de R$ 273.751,90, aporte que será disponibilizado em breve pelo governo do Estado.

Programa de Apoio à Pesquisa na Pós-graduação, Mestrados e Doutorados/CNPQ

Tem como objetivo conceder apoio financeiro para execução de projetos de mestrandos e doutorandos matriculados regularmente em curso de pós-graduação, em instituição de ensino superior sediada no estado do Acre.

Mentes Azuis

Lançado em 2024, o programa Mentes Azuis visa a concessão de bolsas para mães atípicas, no desenvolvimento de pesquisas sobre autismo, sob orientação de um doutor e um professor pesquisador.

“As mães atípicas vivem uma experiência desafiadora. Essas mulheres renunciam à carreira profissional, à vida social e às relações afetivas em prol dos cuidados maternos. A partir dessa realidade, o programa conduzirá as mães ao mundo da pesquisa, bem como ao mundo do empreendedorismo, sob orientação de um coordenador de inovação, com expertise na área de negócios, oportunizando o desenvolvimento de um pequeno negócio, conquistando, assim, sua independência financeira”, pontuou o presidente da Fapac.

Esse programa será implementado por meio de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Velloso, no valor de R$ 500 mil.

Jovem Cientista da Pesca Artesanal

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), por meio da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA), publicou no dia 23 de agosto, no Diário Oficial do Estado (DOE), o Edital nº 001/2024 para o Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior “Jovem Cientista da Pesca Artesanal”.

O principal objetivo do programa é fornecer apoio financeiro para projetos de pesquisa e bolsas de iniciação científica júnior para professores e alunos do ensino médio e fundamental da rede pública. As iniciativas são voltadas principalmente para pescadores artesanais e seus descendentes, incluindo a juventude indígena. O programa está orçado em R$ 292.800,00.

Com o edital, o governo pretende motivar estudantes a se interessarem por ciências e tecnologias, especialmente aqueles envolvidos na pesca artesanal e seus familiares. Além de fomentar a pesquisa científica, estimulando professores e alunos da rede pública a desenvolver projetos de pesquisa com foco nas realidades das comunidades pesqueiras artesanais, será possível avançar no conhecimento científico e tecnológico, abordando temas relevantes para as comunidades pesqueiras artesanais, trabalhando para diminuir a evasão escolar e melhorar o desempenho acadêmico dos bolsistas, incentivando a permanência e o sucesso escolar. Outro objetivo é preparar esses jovens para o mercado de bioeconomia na Amazônia, promovendo práticas sustentáveis e equilibradas economicamente, ambientalmente e socialmente.

Mães da Ciência

Para fomentar a educação e promover a geração de emprego e renda, a Fapac desenvolveu o programa Mães da Ciência, que foi apresentado ao governador Gladson Cameli no dia 25 de janeiro, no Palácio Rio Branco, na capital acreana.

Programa tem como objetivo apoiar e incentivar pesquisadores, doutores, mestres, graduados e mães-solo, para o desenvolvimento da pesquisa científica. Foto: José Caminha/Secom

O programa tem como objetivo apoiar e incentivar pesquisadores, doutores, mestres, graduados e mães-solo para o desenvolvimento da pesquisa científica, como forma de vislumbrar potencialidades das jovens mães para futuros empreendimentos, que possam lhes garantir uma melhor qualidade de vida e independência financeira.

As participantes serão selecionadas por meio de editais e receberão bolsas que serão pagas por meio de emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, do período em que atuava como senadora, da deputada federal Socorro Neri, dos deputados estaduais Manoel Morais e Maria Antônia, tendo contrapartida do Estado, totalizando R$ 2.786,643. É um programa de inclusão social, idealizado pela vice-governadora Mailza Assis, apoiada pelo governo do Estado do Acre e estruturado pela Fapac.

PPSUS

Programa do Ministério da Saúde, em parceria com o governo do Acre, irá financiar pesquisas em temas prioritários para a saúde da população acreana. Foto: Cedida

O Programa Pesquisa Para o SUS (PPSUS) é um programa do Ministério da Saúde, em parceria com o governo do Acre, que irá financiar pesquisas em temas prioritários para a saúde da população acreana. O PPSUS, estrategicamente, aproxima os sistemas de saúde com a ciência, a  tecnologia e a inovação.  E para contribuir com a elaboração do edital da 8ª edição do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), lançado em 2024, a equipe técnica da Fapac participou  de uma reunião de análise e elaboração da minuta do edital das linhas de Pesquisa do PPSUS.

Para a 8ª edição, será destinado o montante de R$ 1.200.000,00 para pesquisas sobre saúde. Os recursos são oriundos do Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq) e do governo do Acre, por meio da Fapac, com o apoio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). O investimento dos recursos colabora para o avanço das pesquisas científicas no estado do Acre e, principalmente, para a melhoria dos serviços de saúde.

InovaGov

O Programa Institucional de Modernização da Gestão e Inovação de Governo (InovaGov) tem por objetivo consolidar e potencializar a modernização nos processos de gestão pública, desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), e pela Fapac, por meio da realização de ações de ciência, pesquisa e de incentivo à inovação em tecnologias sociais.

As pastas realizaram um acordo de cooperação técnica, em junho de 2024, que visa executar o programa institucional de inovação, denominado “Inov@Gov” – Modernização da Gestão Administrativa e Inovação de Governo. Serão 20 bolsas de pesquisa para cumprimento do programa que busca consolidar e potencializar a modernização nos processos de gestão pública desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Estado de Administração (Sead), por meio da realização de ações de pesquisa e de incentivo à inovação em tecnologias sociais e de gestão de governo.

O Inovagov atuará em dois eixos: o primeiro em tecnologia da informação para a gestão pública, que irá implementar uma política da tecnologia da informação, com a implantação de processos eletrônicos, desenvolvimento e integração de sistemas e softwares, e o segundo será no eixo de laboratório de inovação na Gestão Pública – previsto no Decreto Nº 11.200/2023, regulamentando o Governo Digital.

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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre

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A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.

LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS

1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR

Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.

Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.



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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.

Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.

“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”

O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”

Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”

Educação básica, pesquisa e projetos

Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”

O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.

A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”

Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.

Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.

 



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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.” 

Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.” 

Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”

Mudanças e gestão documental

Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.

“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.

A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.

Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.

 



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