NOSSAS REDES

ACRE

Com recompensa de US$ 25 mi, líder do grupo EI é o homem mais procurado do mundo

PUBLICADO

em

A revista francesa Le Point desta semana traz uma longa reportagem sobre Abu Bakr al-Baghdadi, o líder do grupo Estado Islâmico (EI). O texto conta como as forças sírias, mas também soldados curdos, norte-americanos e franceses, tentam colocar as mãos no homem mais procurado do planeta.

Foto: Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo terrorista Estado Islâmico.

A reportagem foi realizada na fronteira da Síria com o Iraque, zona vigiada de um lado pelas Forças democráticas sírias, uma aliança arabo-curda e, do outro, pelo regime de Damasco. No meio dos dois, se espreme uma pequena faixa de terra de cerca de 20 km de extensão, “onde o grupo Estado Islâmico vive suas últimas horas”.

Segundo o texto, a região, uma fortaleza controlada por 3 mil jihadistas, a maioria deles estrangeiros, que escaparam das batalhas de Raqqa e Deir Ezzor, é o último bastião do EI, uma organização que reinou durante três anos em mais de um terço do Iraque e da Síria, lembra Le Point.

Mas, acima de tudo, esse pedaço de terra seria o refúgio de Abu Bakr al-Baghdadi. Os serviços de inteligência estão convencidos que o “califa” autoproclamado ainda está vivo e continua dirigindo os últimos rebeldes.

Segundo a reportagem, o extremista estaria escondido em Hadjine, uma cidade de 35 mil habitantes cercada de poços de petróleo. De acordo com o ministério da Defesa do Curdistão sírio, há quatro meses uma ofensiva está sendo preparada e a cidade está cercada, o que o impediria de fugir.

Escondido na casa de irmão com apoio da população

Informantes dentro da cidade afirmam que ele teria se refugiado na casa de Jomaa, o único de seus irmãos que não o abandonou. Mohammed Salihnahi Someri, um saudita capturado em novembro de 2017, confirma que Abu Bakr al-Baghdadi continua vivo.

O prisioneiro, relata a revista, deu muitas informações sobre o chefe, pois conhecia o alto escalão do grupo. Salihnahi Someri cuidava das contas do EI na Síria e vendia na Turquia o petróleo extraído sob o controle do grupo, antes de se tornar gestor dos combatentes estrangeiros, entre eles muitos franceses.

A reportagem relata como as Forças democráticas sírias atuam, com a ajuda de tropas especiais norte-americanas, mas também de aliados franceses. No entanto, tanto norte-americanos quanto curdos e franceses não estão em seu próprio terreno, “o que complica a busca de al-Baghdadi”.

O califa dispõe da cumplicidade da população local, próxima de Saddam Hussein no passado e hostil aos curdos e ao regime sírio”, explica a revista. Além disso, a principal prioridade dos moradores não é a guerra, e sim continuar extraindo ilegalmente petróleo para consumo próprio.

Tudo isso faz com que al-Baghdadi se sinta protegido e tenha grandes chances de escapar quando desejar, apesar da recompensa milionária por sua cabeça.

“Ele é perito em camuflagem, sabe se disfarçar de mulher ou entrar em um taxi coletivo para cruzar uma fronteira”, continua o texto, lembrando que foi disfarçado que o líder do EI conseguiu, no ano passado, deixar o Iraque para Hadjine, do lado sírio da fronteira.

No final da reportagem, Mohammed Salihnahi Someri insiste: se ele quiser fugir, nada o impedirá. Mas segundo o saudita, al-Baghdadi não deixa a região pois quer morrer como um herói, conclui a reportagem da revista francesa Le Point.

CIBERIA // RFI

Advertisement

ACRE

Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

V SIMECO — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

V SIMECO.jpeg



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS