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Como o show de Trump pode botar fogo no circo – 18/01/2025 – Vinicius Torres Freire

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O show de Donald Trump recomeça. Mais importante do que ver os truques é saber se o show e suas consequências terão o apoio ou a tolerância de partes relevantes do establishment americano; se não vão diminuir o prestígio popular de Trump.

Caso tenham apoio suficiente, se pergunta 1) Trump fará uma “Presidência transformadora”? 2) ou será versão circense e anárquica das correntes mais profundas, de mudanças paulatinas, que persistem tanto sob democratas quanto republicanos?

A presidência de Franklin Roosevelt, de 1933 a 1945, foi transformadora, no juízo dos americanos. Inventou a intervenção ampla do governo na economia, direitos sociais e a administração imperial (americana) da economia e da política mundiais. A de Ronald Reagan (1981-1988) também. No que Trump poderia ser transformador?

Há pistas nos discursos lunáticos, embora seja temeridade até especular o que vai ser de Trump 2, dada a sua relação incerta ou hostil com parte extensa do establishment (política, finança, grande empresa, alta burocracia, universidade e centros de pesquisa, mídia etc.). Além do mais, Trump é adepto da barganha negocista, dado a alianças e comportamentos facinorosos, uma personagem entre o herói trapaceiro (o “trickster” da etnologia) e um “duce” (sim, Mussolini).

Trump pode ignorar o que se chama de “ordem internacional baseada em regras”, mesmo que algumas delas para inglês ver (mas certa hipocrisia é importante). Ao aumentar impostos de importação ou criar mais restrições ao livre comércio e ao fluxo de capitais, acabaria com os planos americanos de liberalização econômica mundial, que duraram de 1943 à primeira década deste século. Além do mais, relações econômicas estariam explicitamente ameaçadas pelo uso da força, inclusive contra aliados.

Trump aceita ou admira ações imperiais ou agressões. Vide sua atitude em relação à guerra de Vladimir Putin contra a Ucrânia. Quem sabe tolere ações da China no quintal dela. Não quer que os EUA financiem a defesa da Europa, que, aliás, viveria crise ainda pior se tivesse de aumentar o gasto militar. Trump seria, então, adepto de uma espécie de isolacionismo. Assim eram os americanos antes de 1941 e ainda mais antes de 1914. Sim, mandavam no quintal das Américas, no porrete, sem a política de “boa vizinhança” posterior.

Conter o poder econômico, tecnológico e militar da China é uma política americana, ponto. Vide Joe Biden, que levou adiante ou ampliou medidas na linha de Trump 1. A dúvida é saber se políticas industriais e intervenção estatal “estratégica” na economia vão continuar, sob Trump (talvez em forma mais profunda de capitalismo de compadres, vide a alegria de Elon Musk).

Os EUA estão no caminho de alguma desordem fiscal (déficits e dívida enormes). Não há sinais de que Trump tenha planos de conter o problema (ao contrário, quer cortar impostos). Se nada fizer, terá inflação e juros mais altos. Diz que vai conter gasto desmontando o Estado. Seria uma paulada, de efeito social enorme.

Fora na epidemia, os déficits não são tão ruins desde os anos seguintes ao do colapso de 2008, situação minorada em parte porque o Banco Central aliviou a conta de juros —financiou o governo, na prática. Mas a dívida agora é bem maior (52% do PIB em 2009, 98% em 2024).

Se Trump ficar só no circo, será um alívio para o mundo.


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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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