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Como se aproximar de cães e gatos desconhecidos – 15/01/2025 – Bom Pra Cachorro

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Lívia Marra

Na rua, no restaurante, no elevador: é difícil ver um pet e não estender a mão para acariciá-lo. No entanto, é importante adotar algumas precauções ao se aproximar de um cachorro ou gato desconhecido.

Movimentos inesperados podem provocar reação do animal e transformar em mordidas e arranhões qualquer tentativa de carinho ou de resgate.

“Chegar e já esticar a mão na direção do pet pode ser interpretado como uma ameaça”, afirma Mariana Paraventi, veterinária e supervisora técnica da Petland Brasil.

Segundo ela, independentemente de o animal ter tutor, é importante evitar situações que possam fazer o peludo se sentir desconfortável ou sem saída.

Após uma aproximação gradativa, se o animal parecer receptivo, podem ser acariciadas levemente as regiões do pescoço, sob o queixo e do peito, orienta a veterinária. “Evitando áreas sensíveis como a cabeça, costas, quadril, patas, barriga e, principalmente, a cauda.”

O tutor também tem papel importante nesse processo. “Fique atento aos sinais do seu animalzinho, pois você o conhece bem e pode ler qualquer sinal de desconforto.”

No caso de reação do animal e eventual ferimento, a recomendação é lavar o local com água e sabão, identificar o tutor para saber se o animal está vacinado e procurar atendimento médico, já que algumas doenças podem ser transmitidas pelos pets aos humanos.

Muita gente não resiste e quer acariciar um cachorro ou gato desconhecido. Qual a melhor forma de aproximação?

Antes de qualquer coisa, é importante ser calmo e cuidadoso na aproximação. Se o pet estiver com o tutor, sempre pergunte antes e peça permissão para se aproximar e tocar o animal. Não se aproxime muito rapidamente do pet; abaixe-se lentamente e vire de lado, esperando que ele se aproxime de você.

Evite ir de frente com as mãos em direção ao rosto do pet, pois isso pode ser percebido como uma ameaça. Alguns pets se sentem ameaçados ou inseguros com contato visual direto. Por isso, pisque suavemente e olhe para outra direção para demonstrar que você não está ameaçando-o.

A fala também deve ser cuidadosa; não fale alto ou grite. Comunique-se com uma voz calma e mais baixa. Estender as mãos para que o pet cheire pode ser uma boa estratégia, mas isso deve ser feito após algum tempo de interação com o animal. Chegar e já esticar a mão na direção do pet pode ser interpretado como uma ameaça.

Se já houve alguma aproximação e nenhum sinal de desconforto do pet, podem ser oferecidos petiscos. Se o pet estiver com o tutor, sempre pergunte se é permitido dar petiscos, lembrando que alguns animais são alérgicos ou estão com alguma dieta específica.

Como evitar que o animal se assuste e reaja?

Independentemente de o animal ter ou não um tutor, é essencial respeitar o seu espaço e o seu desconforto. Evite situações que possam fazer o animal se sentir encurralado ou sem saída.

Algumas ações desaconselhadas incluem abraçar ou acariciar diretamente o animal, se aproximar muito do rosto do pet, correr em sua direção, insistir na aproximação, olhar diretamente nos olhos, puxar a coleira, se aproximar de maneira abrupta, falar alto ou gritar. Todas essas ações podem fazer com que o animal se sinta ameaçado e reaja de maneira negativa.

Quais regiões do corpo a pessoa pode tocar sem incomodar o animal?

No início, evite tocar o animal de qualquer maneira. Invista na aproximação e no conforto do pet com a sua presença antes de qualquer toque. Se o animal parecer receptivo, você pode tentar acariciar levemente as regiões do pescoço, sob o queixo e do peito, evitando áreas sensíveis como a cabeça, costas, quadril, patas, barriga e, principalmente, a cauda.

Quais sinais o cão e o gato dão para mostrar que não estão gostando da interação?

Alguns sinais podem indicar que o animal está desconfortável, como rosnar, grunhir, recuar, mostrar os dentes, ter as orelhas para trás, pêlos eriçados, abanar a cauda de maneira mais tensa, lamber os lábios, bocejar, evitar contato visual, entre outros. No caso específico dos gatos, outros sinais podem ser: corpo arqueado com pêlos eriçados, garras expostas, sibilar ou bufar. Qualquer sinal de desconforto deve ser respeitado; recue e dê espaço para o animal.

O que eu devo fazer se um desconhecido se aproximar do meu pet?

Saiba que os pets não reagem da mesma maneira com todas as pessoas. Fique atento aos sinais do seu animalzinho, pois você o conhece bem e pode ler qualquer sinal de desconforto.

Se o seu pet é mais reativo a outras pessoas ou animais, não deixe de avisar quando notar a intenção de alguma interação. Isso ajudará a evitar acidentes com o seu pet, com outros animais e pessoas.

Tenha cuidado com crianças, pois muitas vezes elas não interpretam os sinais dos animais corretamente e podem se aproximar de maneira mais brusca, provocando uma reação negativa.

O que fazer se a pessoa for arranhada ou mordida?

Nos casos de mordidas ou arranhões, as consequências geralmente são leves, dependendo da intensidade e profundidade da ferida. As feridas provenientes de mordidas são frequentemente conhecidas como lesões “iceberg”, pois não sabemos ao certo se houve um dano maior em tecidos mais profundos do que podemos ver com os olhos na ferida. As bocas dos animais frequentemente contêm uma grande quantidade de bactérias, o que pode levar à infecção da ferida, e muitas vezes há a necessidade de medicação sistêmica.

Além disso, algumas doenças podem ser transmitidas para humanos por meio de mordidas e arranhões. Sendo assim, algumas recomendações são:

  • Lave o ferimento com água e sabão;
  • Identifique o animal e o seu tutor para saber sobre a vacinação;
  • Busque atendimento médico;
  • Procure um hospital de referência para tomar o soro antirrábico;
  • No caso de o pet ser vacinado ou o tutor, geralmente a orientação é observar esse animal por 10 a 15 dias e verificar se algum sintoma aparece.

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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