ACRE
Cotação do dólar e sessão da Bolsa hoje (17); acompanhe – 17/01/2025 – Mercado
PUBLICADO
1 ano atrásem
O dólar comercial começou o pregão desta sexta-feira (17) com leve queda de 0,02%, cotado a R$ 6,051. A moeda norte-americana pode sofrer impacto com a divulgação dos dados da produção industrial dos Estados Unidos.
Os números de dezembro são acompanhados de perto pelo mercado porque indicam o ritmo de atividade da economia americana, o que pode refletir em novas pressões inflacionárias e influenciar as expectativas sobre os juros no país.
Nesta quinta-feira (16), o dólar encerrou a sessão com alta de 0,50%, cotado a R$ 6,054. Em janeiro, porém, a moeda ainda acumula baixa de 2,01%.
Já a Bolsa encerrou o pregão desta quinta com queda de 1,15%, aos 121.234 pontos, em meio a ajustes após alta de quase 3% na véspera. O anúncio de potencial fusão entre as companhias aéreas Azul e Gol e venda de ações da Vale pela Cosan movimentaram a sessão.
As ações da Azul dispararam 3,62% e as da Gol subiram 4,29%. Já as ações da Vale e da Cosan encerraram com variação positiva de 0,13% e 0,58%, respectivamente.
Investidores repercutiram a desaceleração na atividade econômica e emprego nos Estados Unidos, além de aguardarem a posse do presidente eleito, Donald Trump, na próxima segunda-feira (20). A sabatina de Scott Bessent, escolhido por Trump para ser o secretário do Tesouro, também esteve no radar do mercado.
Folha Mercado
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
As sessões recentes têm sido marcadas por falta de notícias e poucos dados relevantes na cena doméstica, o que tem feito os agentes financeiros se voltarem para o exterior em busca de impulsos para as negociações.
No início da sessão, a divisa dos EUA chegou a oscilar em baixa, acompanhando o leve recuo das cotações no exterior. Na mínima do dia, às 9h54, o dólar foi cotado a R$ 5,995.
“O dia começou com o dólar em queda, chegando a bater abaixo de R$ 6, na mínima, mas neste momento surgiu a pressão de importadores, puxando as cotações para cima”, comentou Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.
Na prática, como em sessões anteriores, importadores e outros agentes aproveitaram as cotações mais baixas para comprar dólares, impulsionando as cotações, em meio à percepção de que o cenário fiscal brasileiro ainda não dá margem para um dólar abaixo dos R$ 6.
Na véspera, o dólar encerrou com queda de 0,36%, a R$ 6,024, menor valor registrado pela moeda norte-americana desde 12 dezembro do ano passado, quando fechou cotada a R$ 6,011.
Na frente de dados nacionais, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), registrou avanço de 0,1% em novembro em relação ao mês anterior, em dado dessazonalizado. O índice reforça a expectativa de um ritmo mais lento para a atividade no final de 2024.
Uma reportagem da Bloomberg divulgada nesta quinta-feira mostrou que investidores retiraram dinheiro de fundos hedge brasileiros em ritmo recorde em 2024.
A fuga —quase R$ 357 bilhões de reais (US$ 57,3 bilhões), mais do que os últimos dois anos combinados e o pior valor desde 2002— ocorre enquanto investidores migram de volta para a renda fixa.
Isso porque o BC realizou três aumentos nas taxas de juros em 2024 e prometeu pelo menos mais dois até março, o que promete elevar os custos de empréstimos para 14,25%;
Na frente de dados dos EUA, o governo informou que o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de seguro-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, mas permaneceu em níveis compatíveis com um mercado de trabalho saudável.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram em 14 mil, para 217 mil em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 11 de janeiro. Economistas consultados pela Reuters previam 210 mil pedidos para a última semana.
Em um relatório separado, números mostraram que as vendas no varejo dos EUA cresceram de forma sólida em dezembro, com alta de 0,4% no mês passado, após um ganho revisado para cima de 0,8% em novembro.
Apesar dos dados, os investidores se concentram nas perspectivas para o governo Trump e as implicações de suas medidas.
Nesse último ponto, o destaque foi a sabatina de Scott Bessent no Senado americano nesta quinta-feira. Bessent é o indicado de Trump para o Departamento do Tesouro. Os mercados globais buscam sinais de como o presidente eleito implementará suas promessas de campanha.
Analistas têm apontado que Bessent, um veterano de Wall Street, buscará controlar os déficits dos EUA e utilizar as prometidas tarifas de importação como uma ferramenta de negociação com aliados e adversários.
Bessent prometeu na quarta-feira garantir que o dólar continue sendo a moeda de reserva global.
O principal temor em relação às políticas do novo governo é de que possam ser inflacionárias, o que forçaria o banco central dos EUA a manter a taxa de juros em um patamar elevado, interrompendo seu atual ciclo de afrouxamento monetário.
Ainda há uma série de incertezas sobre as políticas que o presidente eleito implementará, mas analistas têm frequentemente apontado que suas promessas de campanhas, que incluem tarifas de importação e cortes de impostos, são inflacionárias, o que favorece o dólar ao elevar as taxas de juros futuras do país.
“Com poucos pregões até a inauguração de Trump e com o tópico das tarifas mais quente do que nunca, parece difícil acreditar que o mercado buscará desfazer suas posições em dólares, e a moeda norte-americana deve continuar em alta até lá”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.
O retorno de Trump e o enfraquecimento das expectativas por cortes na taxa de juros têm levado o dólar a atingir máximas de vários anos, e os investidores acreditam que essa força continuará, auxiliada pelas políticas pró-crescimento e inflacionárias do novo governo dos Estados Unidos.
Embora Trump tenha se queixado com frequência de que a força excessiva do dólar diminui a competitividade das exportações dos EUA e prejudica a produção e os empregos no país, suas políticas são vistas pelos mercados como um estímulo à moeda.
“Continuamos vendo o dólar como fundamentalmente supervalorizado, mas, pelo menos no curto prazo, é difícil encontrar catalisadores que façam com que o dólar se enfraqueça”, disse Brian Rose, economista sênior do UBS Global Wealth Management.
A posse presidencial na segunda-feira é um dos principais motivos que impedem os investidores de manter o dólar fraco, disseram agentes financeiros. Enquanto o dólar avança com as expectativas de tarifas amplas, seus detalhes ainda não estão claros.
“Não sabemos qual será a força, a intensidade, a abrangência e o valor das tarifas”, disse John Velis, chefe de câmbio e estratégia macro para as Américas do BNY Markets.
Com Reuters.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
11 horas atrásem
23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
Relacionado
ACRE
VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
PUBLICADO
1 semana atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
Relacionado
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login