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Delegado: cantora trans foi morta por facção; família nega – 18/11/2024 – Cotidiano

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Josué Seixas

A Polícia Civil de Mato Grosso afirma ter descartado transfobia como motivação para o assassinato da transexual Santrosa, em Sinop (503 km de Cuiabá). A família dela, porém, nega esta versão e diz que qualquer afirmação nesse sentido é especulação.

O corpo da artista foi encontrado no dia 10. Ela foi decapitada e estava com as mãos e os pés amarrados.

O delegado responsável pelo caso, Braulio Junqueira, disse à reportagem que a principal linha de investigação até o momento é a de que Santrosa foi morta a mando da facção criminosa Comando Vermelho devido a desavenças sobre a venda de drogas.

A advogada Rafaela Crispim, que representa a família da cantora, criticou essa afirmação da polícia. “Reafirmamos que a transfobia mata, e não temos dúvidas de que este crime, lamentavelmente, possui motivação LGBTfóbica”, diz trecho da nota enviada à reportagem pela advogada, que faz parte da Aliança Nacional LGBT.

Ela assumiu o caso na semana passada e já tinha trabalhado com Santrosa durante a campanha eleitoral deste ano —na qual a cantora foi candidata a vereadora nas eleições municipais de 2024 pelo PSDB. Ela não se elegeu.

Segundo o delegado, porém, Santrosa teria sido morta por ter vendido drogas sem a autorização da facção, que controla o tráfico na região.

“O Comando Vermelho pegou ela lá atrás e mandou parar com essa venda, mas ela não parou, aí a pegaram e executaram dessa forma covarde. Foram na casa para localizar a droga. Não sabemos se a encontraram. Reviraram bastante a residência. Não temos dúvidas da motivação: foi por conta da venda de droga sintética”, disse Junqueira. Ele afirmou também que não foram identificados os autores do crime.

“Não tem transfobia. Ela morreu porque tinha envolvimento com droga”, afirmou o delegado.

Questionada se a cantora possuía antecedentes criminais, a polícia de Mato Grosso não respondeu.

Para a família dela, o caso ainda está na fase embrionária das investigações e ainda é cedo para a investigação concluir o que teria acontecido.

“Nosso compromisso é com a verdade e com a Justiça. Estamos trabalhando incansavelmente para que os culpados sejam identificados e responsabilizados, honrando o compromisso com a vida, com a dignidade e com o respeito a todos os cidadãos”, diz a nota enviada pela advogada em nome da família da cantora.

Amigos de Santrosa ouvidos pela reportagem relataram que o clima na cidade é de medo e que preferem não falar sobre o tema, com receio de represálias.

Santrosa tinha 27 anos e estava desaparecida desde o dia 9. Segundo relatos à polícia, ela saiu de casa por volta das 11h e não voltou mais. Ela faria um show na noite daquele dia, mas não compareceu ao evento.

A vítima mantinha um canal no YouTube, onde publicava clipes de suas músicas. O canal tem pouco mais de 4.000 inscritos e a última publicação é de um ano atrás.

Na política, tinha como bandeiras a defesa de pautas voltadas à cultura para comunidades periféricas do município. Conforme publicou em seu Instagram, se viesse a ocupar uma cadeira no Legislativo de Sinop, seria a primeira mulher trans na Casa.



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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