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POLÍTICA

Depois de criticar decreto sobre o uso da força po…

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Lucas Mathias

Dois dias depois de subir o tom contra um decreto do Ministério da Justiça, que regulamenta o uso das forças policiais em todo o país, o governador Claudio Castro (PL) promete espalhar “louvor, alegria e boas energias” durante uma live gospel, em suas redes sociais. Autor de dois álbuns de música católica, ele vai participar, na tarde desta sexta-feira, 27, de uma transmissão musical com a banda “Em Nome do Pai”. O evento online está marcado para as 16 horas. 

O anúncio foi feito em suas redes sociais. No perfil da banda, na manhã desta sexta, Castro também apareceu durante o ensaio para o compromisso musical. Governador fluminense em segundo mandato, ele é advogado e trabalhou, na Assembleia do Rio, por 12 anos como chefe de gabinete de um parlamentar, antes de assumir um mandato como vereador e, em seguida, chegar ao Palácio Guanabara, depois do impeachment de Wilson Witzel. 

A live gospel, contudo, remete ao seu passado como cantor católico: o governador tem dois álbuns gravados e disponíveis nas plataformas de streaming, embora a veia musical tenha ficado de lado desde 2020, quando chegou ao comando do estado do Rio. Desde então, foram quatro anos turbulentos, em meio a investigações por corrupção, a reeleição no primeiro turno em 2022, atritos com a Alerj e o mais recente inquérito que o acusava de abuso de poder político e econômico naquele pleito, o que não avançou no Tribunal Regional Eleitoral do Rio. 

Já de olho no seu futuro após a saída do governo, que acontecerá em 2026, Castro já afirmou que deixaria a vida política, mas voltou a acenar mais recentemente com a possibilidade de concorrer a uma vaga ao Senado — embora a lista de pré-candidatos à direita esteja recheada de nomes. 

Decreto incômodo

Com histórico de uma relação pragmática com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Castro, que apoiou seu correligionário Jair Bolsonaro (PL) ao Planalto em 2022, teceu duras críticas ao decreto do Ministério da Justiça, na última quarta-feira, 25, que regulamenta o uso da forças policiais no país. O governador do Rio prometeu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a medida, classificada por ele como “uma vergonha”. 

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“Sabem quem ganhou um presentão de Natal? A bandidagem, no país inteiro! Parabéns aos envolvidos!!! Decreto sem diálogo, publicado na calada da noite, sem amparo legal e numa clara invasão de competência! Agora, para usar arma de fogo, as polícias estaduais terão que pedir licença aos burocratas de plantão em Brasília! Uma vergonha! Que o Congresso Nacional se levante e casse esse decreto absurdo. Nós, do Rio, vamos entrar imediatamente com uma ação no STF!”, escreveu Castro, que pediu ainda o apoio da população contra o decreto. 

A publicação ocorreu horas depois que a jovem Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi baleada por agentes da Polícia Rodoviária Federal, em uma via expressa na Região Metropolitana do Rio, enquanto ia de carro com sua família até uma celebração de Natal na cidade de Niterói. Ela segue internada e seu estado de saúde é considerado gravíssimo.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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