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Deputados recusam-se quase por unanimidade a facilitar expropriações

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O ministro francês das Relações Exteriores, Manuel Valls, na Assembleia Nacional em Paris, em 21 de janeiro de 2025.

Na terça-feira, 21 de janeiro, a Assembleia Nacional suprimiu quase por unanimidade uma disposição do conta de emergência para reconstruir Maiote que, sob o pretexto de promover projectos de desenvolvimento ou de realojamento, teria facilitado expropriações na ilha devastada pelo ciclone Chido.

Por 166 votos a favor e apenas um contra (45 eleitos se abstiveram), os deputados eliminaram do projeto de lei o artigo pelo qual o governo estaria autorizado a ordenar “a expropriação definitiva dos direitos fundiários em Mayotte, com o objectivo de a facilitar” canteiros de obras.

Para a relatora, deputada por Mayotte, Estelle Youssouffa (LIOT), “há várias décadas que o Estado tenta deitar a mão à terra” no arquipélago e “o objetivo deste artigo era realmente poder desapropriar em Mayotte para construir qualquer coisa e realizar projetos que nada têm a ver com o ciclone”.

Afirmação veementemente desmentida pelo Ministro dos Territórios Ultramarinos, Manuel Valls: tentou explicar, sem sucesso, que esta disposição era necessária devido às especificidades locais que tornam «quase impossível» a identificação dos proprietários de determinadas terras. “Muitos Mahorais continuaram as transferências informais de propriedade de uma forma completamente legal, mas indetectável para as autoridades públicas”ele argumentou.

Garantir maior solicitação de empresas locais

Com o seu projeto, o governo não pretendia “desapropriar ou ocupar terras sem indenização”mas evite“ser bloqueado pela identificação definitiva dos proprietários, o que pode levar vários anos até que as operações possam ser lançadas”implorou o ex-primeiro-ministro.

Os eurodeputados aprovaram também várias alterações destinadas a garantir que as empresas locais sejam mais chamadas a participar nos trabalhos de reconstrução. Especificaram, nomeadamente, que um terço dos contratos públicos deveria ser reservado às PME locais.

Para incentivar os donativos de particulares destinados à reconstrução do arquipélago, aumentaram também de 1.000 para 3.000 euros o valor máximo dos donativos que podem dar origem a uma redução de impostos aumentou para 75%.

A análise detalhada deste projeto de lei de emergência para Mayotte, o primeiro texto do governo de Bayrou a ser debatido no hemiciclo, deverá ser concluída na noite de terça-feira, antes da votação solene marcada para a tarde de quarta-feira. Apesar das críticas, há poucas dúvidas sobre a sua adopção dada a necessidade de acelerar a reconstrução do arquipélago.

O mundo com AFP

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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