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Detentos da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard recebem treinamento para trabalhar em fábrica de chinelos
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2 anos atrásem
Isabelle Nascimento
Ser reinserido na sociedade e poder recomeçar a vida é o desejo de muitos detentos que cumprem pena na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard. Para que o anseio possa se tornar realidade, os apenados precisam se preparar para o mercado de trabalho e, por meio do projeto Sandálias da Esperança, podem obter a chance de que estavam precisando.

Para efetuar esse processo de capacitação, foi iniciado em outubro, na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, o treinamento de 11 detentos, que aprenderam a manusear os equipamentos para a fabricação de sandálias de borracha.
Resultado de uma parceria entre o governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), e o Tribunal de Justiça do Estado (TJAC), o projeto atenderá também reclusos das unidades prisionais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com nove máquinas para fabricação de chinelos em cada local.

O chefe da Divisão de Convênios e Projetos do Iapen, Marcos Aurelho da Silva, foi um dos instrutores da capacitação e disse que a ideia é que trabalhem pelo menos 12 apenados em cada fábrica e que a parceria pretende oferecer mais uma capacitação aos presos, “para que possam ter uma fonte de renda ao fim da sua pena”.

O recluso R.G.S. é uma das pessoas beneficiadas com o projeto. E se diz feliz com a oportunidade: “Esse projeto pra nós, que estamos privados de liberdade, é de grande importância, e também para pra nossas famílias, por saber do nosso esforço pra sair deste lugar”, avaliou.

Durante a formação, que durou quatro horas, os detentos habilitados produziram 50 pares de chinelos. A expectativa é que, dentro de um ano, 50 presos sejam capacitados para o trabalho.
O chefe da Divisão de Trabalho, Produção e Renda, Vitor Djannaro, também participou da formação e explica que o Iapen abrirá um chamamento público permitindo ao setor privado concorrer para a gestão da fábrica e a remuneração dos apenados empenhados na atividade, o que resultará na geração de renda para os reclusos e contribuirá para sua ressocialização: “A gente vai fazer o edital de chamamento público para empresas que tenham interesse em vir produzir utilizando o nosso maquinário e a mão de obra carcerária”, explicou.

O chefe da Divisão de Estabelecimentos Penais de Senador Guiomard, Maycon Mendonça, reiterou a importância da participação da sociedade como um todo para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade: “O Iapen, mais uma vez, não tem medido esforços na ressocialização do preso, trazendo agora, no final do ano, um projeto pioneiro para o Acre, que é uma fábrica de sandálias.
O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, disse que o principal objetivo do Sistema Penitenciário é devolver à sociedade pessoas ressocializadas, por isso a gestão tem buscado formas para se chegar cada vez mais a resultados maiores. “O caminho é esse e por isso eu quero agradecer especialmente ao Tribunal de Justiça do Acre, que sempre foi um grande parceiro nosso e tem sido grande apoiador e incentivador de projetos como este, voltados para a ressocialização”, destacou.
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publicado:
09/09/2026 10h59,
última modificação:
09/09/2026 11h03
As inscrições são gratuitas e estão abertas no site do 5º Simeco.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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