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Detentos da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard recebem treinamento para trabalhar em fábrica de chinelos

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Isabelle Nascimento

Ser reinserido na sociedade e poder recomeçar a vida é o desejo de muitos detentos que cumprem pena na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard. Para que o anseio possa se tornar realidade, os apenados precisam se preparar para o mercado de trabalho e, por meio do projeto Sandálias da Esperança, podem obter a chance de que estavam precisando.

Detentos irão fabricar sandálias de borracha. Foto: Lucas Manoel/Iapen

Para efetuar esse processo de capacitação, foi iniciado em outubro, na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, o treinamento de 11 detentos, que aprenderam a manusear os equipamentos para a fabricação de sandálias de borracha.

Resultado de uma parceria entre o governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), e o Tribunal de Justiça do Estado (TJAC), o projeto atenderá também reclusos das unidades prisionais de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com nove máquinas para fabricação de chinelos em cada local.

Detentos recebem capacitação para trabalhar em fábrica de chinelos no sistema prisional. Foto: Lucas Manoel/Iapen

O chefe da Divisão de Convênios e Projetos do Iapen, Marcos Aurelho da Silva, foi um dos instrutores da capacitação e disse que a ideia é que trabalhem pelo menos 12 apenados em cada fábrica e que a parceria pretende oferecer mais uma capacitação aos presos, “para que possam ter uma fonte de renda ao fim da sua pena”.

Marcos Aurélio da Silva (à esquerda) é chefe da Divisão de Convênios e Projetos do Iapen e Vítor Djannaro, chefe da Divisão de Trabalho, Produção e Renda. Foto: Lucas Manoel/Iapen

O recluso R.G.S. é uma das pessoas beneficiadas com o projeto. E se diz feliz com a oportunidade: “Esse projeto pra nós, que estamos privados de liberdade, é de grande importância, e também para pra nossas famílias, por saber do nosso esforço pra sair deste lugar”, avaliou.

Iapen realiza treinamento com detentos da Unidade de Senador Guiomard, para capacitar apenados que devem trabalhar em fábrica de chinelos no presídio. Foto: Lucas Manoel/Iapen

Durante a formação, que durou quatro horas, os detentos habilitados produziram 50 pares de chinelos. A expectativa é que, dentro de um ano, 50 presos sejam capacitados para o trabalho.

O chefe da Divisão de Trabalho, Produção e Renda, Vitor Djannaro, também participou da formação e explica que o Iapen abrirá um chamamento público permitindo ao setor privado concorrer para a gestão da fábrica e a remuneração dos apenados empenhados na atividade, o que resultará na geração de renda para os reclusos e contribuirá para sua ressocialização: “A gente vai fazer o edital de chamamento público para empresas que tenham interesse em vir produzir utilizando o nosso maquinário e a mão de obra carcerária”, explicou.

Iapen monta fábrica de chinelos em três presídios do estado em parceria com Tribunal de Justiça do Acre e Senappen. Foto: Lucas Amorim/Iapen

O chefe da Divisão de Estabelecimentos Penais de Senador Guiomard, Maycon Mendonça, reiterou a importância da participação da sociedade como um todo para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade: “O Iapen, mais uma vez, não tem medido esforços na ressocialização do preso, trazendo agora, no final do ano, um projeto pioneiro para o Acre, que é uma fábrica de sandálias.

O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, disse que o principal objetivo do Sistema Penitenciário é devolver à sociedade pessoas ressocializadas, por isso a gestão tem buscado formas para se chegar cada vez mais a resultados maiores. “O caminho é esse e por isso eu quero agradecer especialmente ao Tribunal de Justiça do Acre, que sempre foi um grande parceiro nosso e tem sido grande apoiador e incentivador de projetos como este, voltados para a ressocialização”, destacou.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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