POLÍTICA
Disputa em São Paulo: Desafio de Tarcísio é manter…
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1 ano atrásem
José Casado
As pesquisas desta semana confirmam: nada de novo aconteceu no segundo turno em São Paulo e a tendência é um desfecho da eleição que não deve ser favorável aos interesses de Lula e do candidato que ele escolheu, Guilherme Boulos, do Psol.
Boulos saiu do primeiro turno precisando de uma espécie de milagre para reduzir a alta rejeição eleitoral e conquistar fatias dos eleitores moderados e conservadores. Coisa rara em política, mas aconteceu: o milagre veio na forma de um temporal e do apagão de energia na semana passada. Qual foi a consequência em votos para o candidato da oposição? Nada de novo no front eleitoral. No início desta semana, repetiu-se o milagre, em menor escala. No entanto, ainda não surgiram novidades, informam as mais recentes pesquisas.
Se nas próximas 72 horas nada mudar o roteiro do voto desenhado pelos eleitores nessas diferentes sondagens, é provável que na noite de domingo São Paulo tenha um prefeito reeleito, Ricardo Nunes, do MDB, e uma nova referência legitimada na cena política nacional, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
Eventual conquista faria a capital reluzir num mapa eleitoral onde 60% dos 645 municípios paulistas passam ao controle de Tarcísio e aliados, com destaque para o PSD e o MDB. Não seria pouca coisa para o currículo de um burocrata recém-convertido à política, com apenas 22 meses de mandato no governo do Estado que possui o segundo orçamento da República e é dono do maior colégio eleitoral do país.
Como ele vai lidar com isso, é imprevisível — até porque não tem histórico. Vai depender das suas escolhas a partir da próxima semana. A mais relevante será a decisão sobre o que fazer em 2026. Tentar a reeleição é alternativa óbvia. Mas a sedução do poder pode encaminhá-lo a uma outra batalha, talvez mais complexa, e se arriscar na disputa da presidência contra Lula ou um substituto.
Em qualquer cenário, Tarcísio precisará definir um protocolo de equidistância de Jair Bolsonaro e dos seus aliados extremistas. É seu principal desafio, caso mantenha a ambição de agregar os votos do eleitorado de centro, dentro ou fora do Estado de São Paulo. Bolsonaro se tornou um peso por causa da alta rejeição — à beira de 60% na média das pesquisas. Esse é um filme que Tarcísio assistiu na campanha paulistana que está terminando.
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Matheus Leitão
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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11 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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