POLÍTICA
Eleições 2026: PT já vê Lula candidato e sugere qu…
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1 ano atrásem
José Casado
A candidatura de Lula à reeleição é fato consumado para a direção do Partido dos Trabalhadores.
Reunida no fim de semana, a cúpula do partido produziu um manifesto com indicações sobre o que o presidente-candidato pode e deve fazer, a partir de janeiro.
Uma das sugestões é que reorganize o governo na perspectiva de alianças eleitorais em 2026, “olhando para quem (no Congresso) estará ao lado da base em votações cruciais”.
Os petistas propõem, também, que Lula entre na luta pelo quarto mandato convertendo em trunfo a idade — ele estará com 81 anos em outubro de 2026, quase metade desse tempo de vida como candidato permanente do PT à presidência da República.
Com sutileza, sugerem que seja o candidato capaz de conduzir a reciclagem do projeto petista de poder.
“Como candidato à reeleição” — diz documento do partido —, “Lula, nossa maior expressão, deve recalibrar toda sua sabedoria e liderança para o mundo digital, sintonizando-as novamente para absorver anseios, frustrações e mudanças pelos quais atravessa nossa juventude.”
“A sincronia entre a experiência política e as novas dinâmicas sociais” — segue o texto — “será crucial para reacender a chama do engajamento popular e fortalecer os laços entre o partido e as novas gerações.”
O partido recomenda ao seu presidente-candidato uma renovação de ideias, mas, curiosamente, se mostra dogmático.
Se atribui a responsabilidade “histórica” de ter dado voz e viabilidade eleitoral aos trabalhadores. Tem a certeza da sua “vocação política de organizar o povo”.
Acredita ter recebido a missão de “mobilizar a população”, com a tarefa adicional de “massificar as lutas populares e sociais da classe trabalhadora”.
O PT julga que, com Lula, poderá proporcionar “adequada conscientização das massas sobre as razões pelas quais o povo merece ser soberano e artífice do seu próprio destino”.
Por exemplo, esclarecendo “corações e mentes jovens das favelas e subúrbios de médias e grandes cidades, que nunca souberam que o PIB cresceu 7,5% com Lula em 2010”.
Em tom paternal, diz ser necessário fazer as pessoas entenderem “a linha fina entre empreender e ser explorado por empresas de aplicativos” que teria lançado “um véu de dúvidas sobre a cabeça de jovens trabalhadores”.
Em certo sentido, ecoa a ortodoxia de organizações políticas do início do século passado que achavam possuir o monopólio da vanguarda do ordenamento, da condução e da execução da “vontade popular”.
Os petistas acreditam, ou têm fé, de que se encontram numa “posição privilegiada para redefinir o rumo do país”. O Brasil está fragilizado, na visão do partido, por causa da “doença capitalista”, da qual a fome “é o mais abominável dos sintomas”.
São incontáveis os autoelogios do PT nesse manifesto eleitoral de quatro mil palavras. Contam-se, ao menos, três dezenas de exaltações a Lula, entremeadas por duas dúzias de execrações a Jair Bolsonaro e tudo que representa.
É notável porque mesmo inelegível, sem direito a ser votado até 2030, Bolsonaro continua a receber da cúpula petista o privilégio do tapete vermelho como adversário político predileto.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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