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Eleições EUA 2024: De onde Kamala e Trump vão ver apuração – 05/11/2024 – Mundo

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Diogo Bercito

Os residentes da rua U, na capital dos Estados Unidos, Washington, estão acostumados com a algazarra. Todos os dias, o som de seus bares e clubes adentra a madrugada. Nesta terça-feira (5), no entanto, os responsáveis pela celebração serão outros: a campanha de Kamala Harris.

Kamala vai estar na Universidade Howard, a algumas quadras dali, para acompanhar a apuração e —quiçá— comemorar o resultado. É onde estuda a elite intelectual afro-americana. Kamala se formou ali em 1986.

Donald Trump fez uma aposta diferente. O republicano vai passar o dia entre as mansões e as palmeiras do opulento sul da Flórida, onde mora. Planeja uma festança em um centro de convenções de West Palm Beach.

Essas decisões dão conta do abismo social e cultural que separa os dois candidatos e seus simpatizantes. São de certa maneira um resumo de suas trajetórias políticas e do que suas campanhas significam neste país.

A Universidade Howard remonta à Guerra Civil Americana, travada de 1861 a 1865. Um dos motivos daquele conflito, que rachou e continua a rachar o país, foi a recusa dos estados do Sul em libertar os escravizados.

Os estados do Norte venceram e aboliram a escravidão. O passo seguinte foi integrar a população de origem africana. O Congresso criou a Universidade Howard em 1867 —local onde muitos negros libertos foram estudar.

Outras instituições tiveram a mesma vocação, mas Howard se destacou. Ficou conhecida como “Harvard negra”, em alusão à universidade de elite frequentada pela população branca, em um país que foi segregado.

Antes de Kamala, estudaram ali algumas figuras mais celebradas da cultura negra americana. Entre elas, a escritora Toni Morrison, ganhadora do Nobel de literatura, e Thurgood Marshall, primeiro juiz negro da Suprema Corte.

Kamala cursou economia e ciências políticas. Durante sua passagem por Howard, conectou-se às suas origens. Seu pai, Donald Harris, era um jamaicano de origem africana. Sua mãe era a indiana Shyamala Gopalan.

A democrata costuma dizer, inclusive, que foi na universidade que ela começou a sua carreira política. Kamala concorreu a cargos de representante estudantil e fez parte de importantes irmandades de alunos.

É histórico, nesse sentido, que a candidata tenha decidido fazer da universidade o cenário do dia da eleição. É um aceno à sua própria história. É um sinal, também, para o eleitorado negro, do qual depende para conseguir a vitória contra Trump.

A campanha democrata visou, em especial, as mulheres negras nestas últimas semanas. Elas tendem a favorecer Kamala. Já os republicanos apostaram em jovens homens brancos, entre os quais Trump tem força.

Kamala está empatada com Trump nas pesquisas, e o resultado pode não ser o que ela espera. De todo modo, a escolha de Howard já terá celebrado a população negra, que continua a ser discriminada nos EUA.

Já os simbolismos de Trump são outros. O republicano quis estar na Flórida, um dos estados mais associados no imaginário popular à população conservadora. É onde os ricaços —como ele— se aposentam.

Antes de entrar na política, Trump construiu a reputação de um influente homem de negócios como a que projetou na série de TV “O Aprendiz”. Ele se cerca de coisas douradas e brilhantes.

O apelo, com isso, é a outro tipo de americano. É bastante popular no país a admiração a pessoas bem-sucedidas. O dinheiro é um sinal não apenas da acumulação de capital, mas também do valor do indivíduo.

Em 2019, Trump mudou sua residência de Nova York, onde começou a carreira de empresário, para a Flórida. O republicano tem uma mansão no condado de Palm Beach, no sul da Flórida, chamada de Mar-a-Lago. Foi construída no começo do século pela socialite Marjorie Merriweather Post. Tornou-se, sob Trump, uma espécie de “Casa Branca do Sul”. A região é associada até hoje ao passado escravista americano.

Mesmo antes de se mudar de modo oficial, Trump já passava bastante tempo ali. A imprensa americana calcula que ele tenha feito dezenas de viagens a Palm Beach durante sua Presidência, que foi de 2017 a 2021.

Trouxe líderes políticos nacionais, internacionais e celebridades para a sua mansão, e desse modo transformou a região em um bastião da elite. Simpatizantes e aliados se mudaram aos arredores, para estar por perto.

Isso causou, inclusive, uma transformação política no condado de Palm Beach. Em 2016, o Partido Democrata tinha 114 mil eleitores registrados a mais do que o Partido Republicano. A diferença, hoje, é de só 42 mil.



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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