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Em ação integrada, indígenas Puyanawas têm etnia adicionada à certidão de nascimento
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3 anos atrásem
Projeto Cidadão do TJ-AC, com apoio de outras instituições, entregou 100% dos documentos retificados a moradores da terra índigena em Mâncio Lima. Adição da etnia ao documento de registro civil era uma reivindicação antiga dos Puyanawas, que levam o sobrenome Lima, do coronel, que também dá nome ao município.
Capa: Projeto Cidadão emitiu documentos com apoio de diversos órgãos estaduais — Foto: Asscom Polícia Civil do Acre.
Uma ação integrada do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), por meio do Projeto Cidadão, no interior do Acre, completou a retificação das certidões de nascimento dos indígenas do povo Puyanawa, de Mâncio Lima, no interior do Acre, para inserir a etnia à documentação dos moradores da terra índigena.
A ação integrada teve participação da Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh), Polícia Civil e do cartório de Mâncio Lima, e emitiu gratuitamente os novos documentos.
O cacique Joel Puyanawa, que recebeu os últimos documentos para entregar aos moradores, ressalta que essa atualização era uma reivindicação antiga. Ele explica também que os Puyanawas levam o sobrenome Lima, do coronel que também dá nome à cidade.
“Quando os nossos pais foram registrados, eles não conseguiam colocar o nome da etnia. Na época, eles herdaram o nome do coronel Mâncio Lima, por isso a maioria do povo tem o sobrenome ‘Lima’. A gente não consegue apagar o ‘Lima’, mas pelo menos nós vamos ficar com o ‘Puyanawa’”, destaca.
Segundo o TJ, a população Puyanawa é estimada em 800 pessoas atualmente e a emissão dos novos documentos garante a ampliação do acesso à direitos e promoção de cidadania aos Puyanawas. A terra indígena desse povo é em Mâncio Lima e Rodrigues Alves.
Agora, os moradores da região aguardam para tirar a segunda via de outros documentos, já com o nome retificado. A coordenadora do Projeto Cidadão, desembargadora Eva Evangelista, afirma que a ação valoriza a cultura dessas comunidades tradicionais.
“Esse é um marco histórico para o povo Puyanawa e também para o tribunal. A luta e resiliência do povo Puyanawa nos ensina que devemos ser cada vez mais inclusivos e acessíveis. É o nosso dever valorizar a vida, a cultura e as comunidades tradicionais”.
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Ação integrada foi ao interior do estado para emitir documentos com a etnia Puyanawa — Foto: Asscom TJ-AC
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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
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5 horas atrásem
5 de maio de 2026A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.