POLÍTICA
Entidades evangélicas apoiam anistia para condenad…
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11 meses atrásem
Gustavo Maia
Duas das maiores entidades evangélicas do país, a Confederação Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política vão divulgar nesta segunda-feira um manifesto em defesa da anistia aos condenados por participação nos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A manifestação acontece dias depois de a Primeira Turma do STF tornar, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados réus em uma ação que investiga o episódio como tentativa de golpe de Estado. O texto, no entanto, não cita nenhum deles.
Na nota conjunta, a Concepab e o Fenasp “manifestam preocupação com os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e declaram apoio ao Projeto de Lei nº 2.858/2022 e seus apensos, que concedem anistia às pessoas condenadas por participação nos referidos atos”.
As entidades reconhecem a “gravidade dos atos de depredação”, mas defendem que eles sejam “responsabilizados na medida da sua conduta, de modo proporcional à individualização da pena”. “Não se pode generalizar responsabilidades nem transformar o sistema judicial em instrumento de intimidação ou de repressão política”, diz o texto.
“A história do Brasil já demonstrou que a anistia pode ser caminho para a pacificação. Em 1979, diante de um país dividido, a Lei de Anistia promoveu reconciliação e reconstruiu a convivência democrática. Hoje, é igualmente necessário buscar a pacificação, garantindo que a justiça se faça com equilíbrio, humanidade e respeito aos direitos fundamentais”, acrescenta o manifesto.
Para as entidades, o o Congresso é o “foro legítimo para deliberar sobre anistias em momentos de comoção nacional”. “Cremos que esse debate deve ocorrer com serenidade, responsabilidade institucional e escuta à sociedade civil organizada. Que Deus abençoe o Brasil. Que a justiça e a verdade prevaleçam”, conclui o texto.
A Concepab e o Fenasp participaram da articulação que elegeu o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a presidência da Frente Parlamentar Evangélica, que tem 219 deputados e 26 senadores.
Leia a seguir a íntegra do texto:
Manifesto conjunto em defesa da justiça, da democracia e da anistia
“A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.”
— Salmos 85:10
“A liberdade nunca está a mais de uma geração de ser extinta.
Ela deve ser conquistada, protegida e transmitida.
Basta uma única geração abrir mão da liberdade, e nós a perderemos para sempre.”
— Ronald Reagan
A Confederação Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) manifestam preocupação com os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e declaram apoio ao Projeto de Lei nº 2.858/2022 e seus apensos, que concedem anistia às pessoas condenadas por participação nos referidos atos.
Reafirmamos nosso compromisso com a Constituição Federal de 1988, com os valores do Estado Democrático de Direito e com a legalidade, a isonomia, a dignidade da pessoa humana, o devido processo legal e a ampla defesa.
Reconhecemos a gravidade dos atos de depredação ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que devem ser responsabilizados na medida da sua conduta, de modo proporcional à individualização da pena. Não se pode generalizar responsabilidades nem transformar o sistema judicial em instrumento de intimidação ou de repressão política.
São preocupantes os relatos de limitação ao exercício da ampla defesa, a alteração da competência de foro, as sentenças uniformes e as penas desproporcionais, desconsiderando o grau de envolvimento e as condutas de cada acusado.
A história do Brasil já demonstrou que a anistia pode ser caminho para a pacificação. Em 1979, diante de um país dividido, a Lei de Anistia promoveu reconciliação e reconstruiu a convivência democrática. Hoje, é igualmente necessário buscar a pacificação, garantindo que a justiça se faça com equilíbrio, humanidade e respeito aos direitos fundamentais.
Entendemos que o Congresso Nacional é o foro legítimo para deliberar sobre anistias em momentos de comoção nacional. Cremos que esse debate deve ocorrer com serenidade, responsabilidade institucional e escuta à sociedade civil organizada.
Que Deus abençoe o Brasil. Que a justiça e a verdade prevaleçam.
CONCEPAB – Confederação Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil
FENASP – Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política
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A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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