ACRE
Este é o ano do povo, diz Lindbergh Farias – 16/03/2025 – Mônica Bergamo
PUBLICADO
10 meses atrásem
Novo líder do PT na Câmara dos Deputados desde fevereiro, Lindbergh Farias (PT-RJ) assumiu o cargo em um dos momentos mais críticos do terceiro governo de Lula. O presidente cai nas pesquisas e a inflação sobe. O governo tem menos de dois anos para reverter o quadro.
A maioria do Congresso, de centro-direita, é hostil à administração petista. O deputado federal, no entanto, diz que está otimista e entusiasmado.
“O susto da queda nas pesquisas veio na hora certa. Deu uma sacudida geral”, diz.
“No Lula e na gente. Não somos daqueles que ficam chorando. Nós estamos botando a faca nos dentes e indo lutar.”
A nomeação do publicitário Sidônio Palmeira, que assumiu a comunicação do governo, e de Gleisi Hoffmann para o ministério das Relações Institucionais, segundo ele, é a prova de que Lula está “com garra” para ganhar as eleições em 2026.
Casado com Gleisi, o deputado afirma que a imagem de mulher dura que emergiu quando ela presidia o PT esconde uma outra política, que negocia e agrega. E que vai jogar “completamente afinada com o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad”, a quem antes criticava.
Ele afirma que “a linha” do governo Lula a partir de agora é manter a política de ajuste fiscal, mas passar a alardear mais “a pauta popular”.
“É Lula sendo Lula”, diz ele.
POPULARIDADE
Havia a expectativa de que Lula faria uma grande reforma ministerial, mas ela aparentemente será tímida. Ele não vai dar o chacoalhão no governo que se esperava?
Eu tenho a percepção de que o presidente deu início a uma reforma, e que não será só isso [que o presidente fará de mudança]. O Lula está muito animado, com disposição e vontade.
Eu não tenho dúvida de que a gente pode chegar ao final de 2025 revertendo essa queda [nas pesquisas]. Ela ocorreu em um momento determinado e principalmente entre os nossos eleitores do Nordeste, entre quem ganha até dois salários mínimos.
A minha linha agora é que esse ano de 2025 é o ano do Lula. É Lula sendo Lula. É Lula falando da vida do povo, é o Lula do pé de meia, é o Lula do crédito ao trabalhador, que vai beneficiar 40 milhões. É o Lula do vale gás, é o Lula da isenção do imposto de renda.
O senhor se espantou com essa queda?
Tivemos o problema do preço dos alimentos e daquela coisa do Pix [referindo-se à fake news de que o serviço seria taxado].
Eu tenho feito o debate na Câmara com a turma do [ex-presidente Jair] Bolsonaro. Você sabe de quanto foi a inflação de alimentos nos quatro anos do Bolsonaro? De 57%. No nosso primeiro ano [de governo, em 2023] teve deflação, de menos 0,52%. E agora teve um aumento de 8%. E por quê? Porque nós tivemos crise [das enchentes] no Rio Grande do Sul, seca, o problema do câmbio.
Neste ano vai ser diferente. Vamos ter uma supersafra [de grãos]. Você sabe que a soja está tomando conta do país, né? E Lula fez uma coisa muito importante: os agricultores agora têm subsídio. A produção de arroz vai subir em torno de 15%. A de feijão, 5%. O câmbio está melhorando.
O presidente está com vontade de resolver, e conseguiu passar essa mensagem.
A nomeação de Gleisi Hoffmann para o ministério das Relações Institucionais foi interpretada como o fortalecimento de um polo que faz contraponto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ela terá esse papel?
A Gleisi sempre foi de cumprir missão. A vida inteira. Ela foi ministra da Casa Civil [no governo Dilma Rousseff] e tinha um papel, uma postura. Depois presidiu o PT no momento mais difícil da história desse partido.
Tinha gente naquele período, até dentro do PT, que dizia “vocês continuam com essa de Lula Livre? Esquece Lula, vamos atrás de um outro nome”. Ela foi aquela pessoa firme. E apareceu a imagem da mulher dura.
Na verdade, existe uma outra Gleisi, com capacidade de articulação, que fez aliança ampla e conduziu a campanha do Lula de 2002.
As pessoas não sabiam, mas ela tem uma relação muito boa com o presidente [da Câmara dos Deputados], Hugo Motta, foi determinante para a eleição dele [ao garantir o apoio do PT]. Fala toda semana com o líder do MDB, Isnaldo Bulhões, tem relação muito boa com o líder do PP, o Dr. Luizinho, com o do PSD, [Antonio] Brito.
Eu sabia disso há muito tempo, e o presidente Lula também. Ela é considerada uma mulher firme que fala o que faz, não enrola. A Gleisi vai ser uma bela surpresa.
ECONOMIA
Houve a leitura de que, com ela, o governo irá mais para a esquerda. Não haverá mais ajuste fiscal e o Lula vai gastar para se reeleger.
Não tem nada disso. Ela vai trabalhar para juntar o time de verdade. Ela vai jogar completamente afinada com o Haddad.
E com o ajuste fiscal que ele defende?
Eu quero desmistificar algumas coisas. Eu sempre disse que o Haddad tem que falar mais dos números da economia. Diziam que cresceríamos 0,8% [ao ano], e crescemos 3,2% em 2023. Falavam em 1,5% em 2024, e crescemos 3,4%. Essa turma do mercado torce contra. É uma luta diária contra [o governo].
A renda do trabalhador no primeiro ano [de governo Lula] cresceu 11%, e 5% no segundo, em termos reais. O investimento voltou a subir. Tiramos 24 milhões de pessoas da pobreza. O desemprego está no menor nível desde 2012. É o momento da pauta popular. Haddad tem que falar é sobre isso.
Eu tenho gostado muito dele. Haddad pode entrar para a história como um dos grandes ministros da Fazenda deste país. É só ver os números. Esse governo é bom de entrega.
Mas Haddad disse recentemente que o Brasil vai ter que crescer menos por causa da inflação, o que é realista, embora não popular. Qual é o seu pedido a ele? Que esconda os fatos?
Eu falo sempre da implicância do mercado com o presidente Lula e da injustiça com o próprio Haddad. Não reconhecem nada. Não adianta você dizer “em abril vamos fazer o esforço fiscal X”.
Sabe o que eles [agentes do mercado] vão dizer? “É insuficiente”. E vão subir o dólar. A gente não pode entrar na armadilha deles.
Existe uma outra Gleisi, com capacidade de articulação, que fez aliança ampla e conduziu a campanha do Lula de 2002. Eu sabia disso há muito tempo, e o presidente Lula também. Ela é considerada uma mulher firme que fala o que faz, não enrola. A Gleisi vai ser uma bela surpresa.
Tem que mudar de assunto?
Tem que mudar de assunto. Não é mudar de política [econômica]. Se tiver que fazer ajuste fiscal, que faça. Mas só quem se interessa por esse tema são cinco ou seis [pessoas] da [avenida] Faria Lima. O povo quer saber é da vida real dele.
É mudar de assunto, é entrar na pauta popular. A minha linha agora é que esse ano de 2025 é o ano do Lula. É Lula sendo Lula. É Lula falando da vida do povo, é o Lula do pé de meia, é o Lula do crédito ao trabalhador, que vai beneficiar 40 milhões. É o Lula do vale gás, é o Lula da isenção do imposto de renda.
Eu volto à questão do ajuste. Tivemos um déficit de 2,4% do PIB em 2023. Caímos para 0,1%. É um esforço fiscal gigantesco.
O mundo inteiro está em déficit desde a época da pandemia. A China, no ano passado, segundo o FMI, teve déficit de 6,4%, a França, de 4,17%, os EUA, de 3,68%. Até mesmo a Alemanha, que é rigorosa na questão fiscal. Só a Argentina e a Itália fizeram um esforço fiscal maior do que o nosso. Mas o mercado não reconhece isso.
Sim, mas os países citados pelo senhor têm outra capacidade de se financiar.
As regras na questão fiscal estão aí. Pode ter contingenciamento neste ano.
O que eu quero dizer é que esse não é assunto para a dona Maria e o seu João.
O governo é bom de entrega. O que está faltando? Disputa política. Mostrar o que Lula está fazendo, comparar. Todo ministro tem que fazer a disputa. Não pode deixar barato. Eu não perco um debate no parlamento. Porque os números são gritantes. Eles [bolsonaristas] não ganham em nada da gente.
O governo tem a faca e queijo na mão para ter paz [na articulação politica].
Eles vão estar com os problemas deles, tentando arrumar conflito com o Judiciário, [fazendo campanha] Bolsonaro Livre, [ocupados] com o julgamento deles. E a gente aqui, aprovando os nossos projetos, com essa mensagem que eu quero te passar: 2025 é o ano da agenda do povo, tá? Cuidar da vida das pessoas.
Não adianta a gente ficar dialogando com a Faria Lima. É povo. Esse ano é o ano do povo, de falar para a vida real das pessoas.
COMUNICAÇÃO
O ministro Sidônio Pereira tomou posse em janeiro na Secretaria de Comunicação e o presidente passou a falar mais. Mas a popularidade dele segue caindo. O que acha disso?
O Sidônio entrou no meio da crise do Pix. Ele e a Gleisi comandaram juntos a campanha do Lula [a presidente em 2022]. A entrada deles mostra que o Lula está com garra.
Sidônio é da turma que quer disputar e ganhar a eleição não por ganhar, mas para não entregar o Brasil para a extrema direita.
Sabe quanto o Bolsonaro tinha de ruim e péssimo em dezembro de 2021, a dez meses das eleições do ano seguinte? 53%. E a eleição foi apertada [porque a avaliação do ex-presidente acabou melhorando]. Lula tem muito menos [rejeição] do que isso [de 41%, segundo o Datafolha].
Lula é esse cara que, quando provocado, surge cada vez mais valente. O susto da queda nas pesquisas veio na hora certa. Deu uma sacudida geral.
No Lula?
No Lula e na gente. Não somos daqueles que ficam chorando. Nós estamos botando a faca nos dentes e indo lutar.
SUCESSÃO
O tempo é implacável, e o próprio Lula já não trata da idade dele como tabu. Como seriam mais quatro anos dele na Presidência?
Duas pessoas me impressionam: [a deputada federal] Benedita da Silva [que tem 82 anos] e Luiz Inácio Lula da Silva [79 anos]. Eles têm uma vitalidade, uma cabeça, uma velocidade de raciocínio que podemos comparar com a de qualquer jovem.
Lula está de novo em seu melhor momento. E, independentemente até de candidatura, é fundamental que o Lula termine bem esse governo. É fundamental para os próximos 30, 40, 50 anos.
Porque o Lula é um símbolo. É um sonho de justiça social. O Lula, nesse sentido, é mais do que ele. O Lula vai alimentar as gerações futuras.
Por que há tanta dificuldade em se discutir quem será o sucessor do Lula?
Porque é muito difícil comparar, entendeu? Quando se tem uma figura tão grandiosa por sua história, um símbolo de tantas coisas, fica difícil surgir alguém de expressão. Não é simples.
O Guilherme Boulos (do PSOL) foi nosso candidato a prefeito. Tem uma geração nova na bancada do PT, tem gente nova no PSOL, no PC do B. Mas é diferente daquele estouro de boiada, quando surge toda uma geração de novas lideranças.
Porque lideranças são forjadas em ciclos de lutas muito concretas, como a luta contra a ditadura, a redemocratização, o impeachment do [Fernando] Collor. Nós vivemos hoje em uma contrarrevolução conservadora.
A gente tem que entender que talvez demore para surgir um novo ascenso de lutas sociais. Ninguém fabrica isso. A gente tem que estancar essa turma conservadora com a pauta da vida do povo. Vamos priorizar essa agenda.
Eu tenho gostado muito dele. Haddad pode entrar para a história como um dos grandes ministros da Fazenda deste país. É só ver os números. Esse governo é bom de entrega.
IMPOSTOS
Concretamente, qual é essa pauta?
A isenção do imposto de renda de até R$ 5 mil é um exemplo. Ela tem até 85% de aprovação. Onde vai ter grito? No fato de que 156 mil brasileiros, menos de 0,1% da população, pagam menos de 10% de imposto de renda [e teriam que pagar mais para financiar a isenção de quem ganha menos].
Tem professora que ganha R$ 5.500 e paga 27,5% de imposto. Tem diretor de banco que ganha R$ 2 milhões por mês e não paga nada, porque recebe como lucros e dividendos, que são isentos. Nos EUA a tributação [de lucros e dividendos] é de 40%, em países da Europa chega a 50%.
Muitas pessoas da classe média também recebem por lucros e dividendos, na chamada ‘pejotização’.
Eu vou adorar essa polêmica. Estou doido para que esse projeto chegue aqui o mais rápido possível. Só o debate já vai nos reconectar com os setores médios. A metade da população ganha até dois salários mínimos. Vamos nos reconectar com essa turma.
O senhor fala da professora que ganha R$ 5 mil, mas há também o micrempreendedor individual (MEI), que ganha a mesma coisa mas está submetido a um sistema tributário diferente.
O MEI está fora disso porque o projeto só vai pegar quem ganha R$ 50 mil por mês. Mas você tocou em um ponto importante. Nós temos que aumentar a faixa do MEI, que é de R$ 81 mil [limite de faturamento anual para ter os benefícios fiscais dessa categoria]. É uma pauta popular!
O Lula vai falar cada vez mais para esse povo.
Relacionado
ACRE
Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
24 horas atrásem
13 de janeiro de 2026A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.
LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS
1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR
Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.
Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.
Relacionado
ACRE
Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.
Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.
“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”
O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”
Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”
Educação básica, pesquisa e projetos
Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”
O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.
A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”
Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.
Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.
Relacionado
ACRE
Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
12 de janeiro de 2026A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.”
Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.”
Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”
Mudanças e gestão documental
Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.
“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.
A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.
Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE2 dias agoUfac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoLinguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre
ACRE24 horas agoExame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios9 horas agoRelatório de Investimento Global em Tecnologia da GWM: Foco na Inovação de Ponta em Energias Novas Inteligentes
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login