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EUA protegem cidadãos libaneses da deportação em meio à guerra de Israel | Israel ataca o Líbano Notícias

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Cerca de 11 mil cidadãos libaneses nos EUA podem permanecer por 18 meses e solicitar autorizações de trabalho sob o novo status.

Os Estados Unidos estão a conceder protecções temporárias de imigração a milhares de cidadãos libaneses, enquanto Israel continua um processo devastador. assalto de um mês em seu país de origem.

As proteções incluem a oferta de Status de Proteção Temporária (TPS) para cidadãos libaneses elegíveis que chegaram aos EUA antes de 16 de outubro, anunciou o Departamento de Segurança Interna (DHS) na quinta-feira.

Com o TPS, os cidadãos libaneses podem permanecer nos EUA durante 18 meses e solicitar autorizações de trabalho devido ao “conflito armado em curso e às condições extraordinárias e temporárias no Líbano”, disse o DHS num comunicado.

Espera-se que as novas medidas abranjam cerca de 11 mil cidadãos libaneses atualmente nos EUA, de acordo com o departamento.

O Comité Árabe-Americano Anti-Discriminação (ADC) saudou as “medidas importantes” para manter os cidadãos libaneses fora de uma zona de guerra activa, mas apelou aos EUA para pararem de armar Israel com as mesmas armas que estão a ser usadas contra o Líbano.

“Não nos passou despercebido que estes cidadãos estão nesta posição, para começar, por causa da política externa dos EUA”, disse o diretor executivo da ADC, Abed Ayoub, num comunicado.

“É incompreensível que a administração Biden-Harris continue a fornecer armas, apoio militar e cobertura diplomática para Israel continuar a sua marcha genocida para o Líbano.”

Os EUA oferecem TPS a visitantes e residentes temporários de países aos quais Washington considera inseguros para o regresso das pessoas.

A administração do presidente dos EUA, Joe Biden, sugeriu que se opõe a um cessar-fogo imediato no Líbano. Argumenta que Washington apoia a campanha israelita para degradar o Hezbollah enquanto o grupo está “em desvantagem” depois de o assassinato de vários de seus líderes.

Mas a declaração do DHS na quinta-feira citou os esforços diplomáticos dos EUA para acabar com o conflito.

“Aqueles aprovados para o TPS poderão permanecer no país enquanto os Estados Unidos estão em discussões para alcançar uma resolução diplomática para estabilidade e segurança duradouras através da fronteira Israel-Líbano”, disse o DHS.

Tornando aldeias libanesas ‘inabitáveis’

Israel lançou uma campanha aérea intensificada contra o seu vizinho Líbano em 23 de setembro, alegando ter como alvo os combatentes do Hezbollah no país. Desde então, os ataques israelitas matou pelo menos 1.356 pessoascentenas deles mulheres e criançasao mesmo tempo que desloca mais de 1,2 milhões de pessoas.

Pelo menos uma das pessoas mortas nos ataques de Israel era um cidadão dos EUA – residente de longa data em Michigan Kamel Jawad.

Os EUA – que enviaram Israel pelo menos US$ 17,9 bilhões em ajuda militar no ano passado, de acordo com um relatório recente – manifestou preocupação com o alargamento do “alcance” da campanha de bombardeamento de Israel na capital do Líbano, Beirute, mas disse que continua a apoiar os esforços de Israel “para enfrentar o Hezbollah”.

Quando questionado sobre o bombardeio das forças israelenses na vila de Mhaibib, no sul do Líbano, na quarta-feira, que destruiu um bairro inteiro, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, disse em uma coletiva de imprensa: “Não posso falar sobre qual era a intenção deles ou o que eles estavam tentando realizar.”

Quando pressionado sobre a escala do ataque, Miller acrescentou: “Não sei o que havia naqueles edifícios. Não sei o que havia potencialmente debaixo daqueles edifícios. Por isso eu disse que não posso falar sobre o que eles estavam tentando realizar”.

Ali Hashem da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse o ataque Mhaibib fazia parte da estratégia de Israel para tornar “inabitáveis” as aldeias fronteiriças do Líbano, para que os residentes evacuados não pudessem regressar, mesmo no caso de um potencial assentamento.



Leia Mais: Aljazeera

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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