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Ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acusado de tramar golpe de Estado | JairBolsonaro

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Tom Phillips in Rio de Janeiro

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e alguns de seus aliados mais próximos estão entre dezenas de pessoas formalmente acusadas pela Polícia Federal de fazer parte de uma conspiração criminosa destinada a destruir o sistema democrático do Brasil através de um golpe de estado de direita.

A Polícia Federal confirmou na quinta-feira que os investigadores concluíram a sua longa investigação sobre o que chamaram de uma tentativa coordenada de “desmantelar violentamente o Estado constitucional”.

Num comunicado, a polícia afirmou que o relatório – que foi encaminhado ao Supremo Tribunal – acusou formalmente um total de 37 pessoas de crimes, incluindo envolvimento numa tentativa de golpe de Estado, formação de uma organização criminosa e tentativa de demolir um dos maiores maiores democracias.

Os acusados ​​incluem Bolsonaro, um capitão do exército caído em desgraça que se tornou político populista, que foi presidente de 2018 até ao final de 2022, bem como alguns dos membros mais importantes da sua administração de extrema direita.

Entre eles estavam o ex-chefe da espionagem de Bolsonaro, o deputado de extrema direita Alexandre Ramagem; os ex-ministros da Defesa Gen Walter Braga Netto e Gen Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; o ex-ministro da Segurança Institucional, Gen Augusto Heleno; o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos; o presidente do partido político de Bolsonaro, Valdemar Costa Neto; e Filipe Martins, um dos principais conselheiros de política externa de Bolsonaro.

Também é citado o blogueiro direitista neto do general João Baptista Figueiredo, um dos governantes militares que governou Brasil durante a sua ditadura de 1964-85.

A lista contém um nome não brasileiro: o de Fernando Cerimedo, um guru argentino de marketing digital que foi responsável pela comunicação do presidente da Argentina, Javier Mileydurante a campanha presidencial de 2023 daquele país. Cerimedo, radicado em Buenos Aires, é próximo de Bolsonaro e de seus filhos políticos.

A tão esperada conclusão da investigação policial chega poucos dias depois policiais federais fizeram cinco prisões como parte de uma prisão de supostos membros de uma conspiração para assassinar o sucessor de esquerda de Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice-presidente de centro-direita, Geraldo Alckmin, bem como o juiz do Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes.

Pouco antes de a polícia anunciar o fim do inquérito, Lula expressou gratidão pelo fracasso da tentativa de envenená-lo. “Estou vivo”, disse o esquerdista de 79 anos durante um discurso.

O general Mario Fernandes, uma das cinco pessoas presas pelo suposto plano de assassinato “Punhal Verde e Amarelo”, também estava entre as 37 pessoas citadas pela Polícia Federal na quinta-feira – e como os demais foi formalmente acusado de fazer parte de uma tentativa criminosa de golpe . “Estamos em guerra”, Fernandes supostamente disse em uma mensagem descoberta por investigadores da polícia.

Bolsonaro já negou envolvimento na tentativa de anular o resultado das eleições de 2022, que perdeu para Lula. Falando com um jornalista do site de notícias brasileiro Metrópoles após ter sido citado no boletim de ocorrência, o ex-presidente disse que precisava ver o que havia na investigação. “Vou esperar o advogado”, acrescentou Bolsonaro.

Braga Netto, Heleno e outros nomes proeminentes da lista não fizeram comentários imediatos sobre as acusações contidas no relatório da Polícia Federal, que, segundo o comunicado da polícia, foi baseado em um grande conjunto de evidências coletadas por meio de acordos de delação premiada, buscas e análises de dados financeiros, de internet. e registros telefônicos.

A suposta tentativa de golpe pró-Bolsonaro teria ocorrido durante os turbulentos últimos dias de sua administração de quatro anos, que chegou ao fim quando ele foi derrotado por Lula por pouco no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Na preparação para aquela votação decisiva, no pôster assinado por quase um milhão de cidadãos alertava que a democracia brasileira enfrentava um momento de “imenso perigo para a normalidade democrática” em meio a suspeitas generalizadas de que havia planos em andamento para ajudar Bolsonaro a se manter no poder mesmo que perdesse.

Depois de perder a sua candidatura à reeleição, Bolsonaro voou para o exílio temporário nos EUA, enquanto milhares de apoiantes se reuniam fora de bases militares em todo o Brasil para exigir uma intervenção militar que nunca aconteceu.

A tentativa fracassada de derrubar a vitória de Lula culminou nos tumultos de 8 de janeiro de 2023 na capital, Brasília, quando Bolsonaristas radicalizados enfureceram-se através do palácio presidencial, do congresso e da suprema corte.

Quase dois anos depois, Lula está no poder, mas a ameaça da extrema direita à sua administração permanece. Na noite da última quarta-feira, um membro do partido político de Bolsonaro foi morto após aparentemente se explodindo com explosivos caseiros enquanto atacava a Suprema Corte.

Durante uma busca no trailer do homem, a polícia supostamente encontrou um boné estampado com o slogan do movimento de extrema direita de Bolsonaro: “Brasil acima de tudo. Deus acima de tudo.”

Em uma declaração em vídeo, Paulo Pimenta, ministro das Comunicações de Lula, disse que o governo estava “totalmente perplexo e indignado” com as revelações de que o ex-presidente e membros das forças armadas estariam supostamente conspirando para derrubar a democracia do Brasil “com uma audácia quase inacreditável”. .

“São crimes muito graves (e) acusações muito graves”, acrescentou Pimenta, que disse que o governo Lula vai agora esperar que o Ministério Público decida qual dos 37 será processado e levado a julgamento. Os condenados teriam que pagar pelos crimes que cometeram contra a democracia, contra a Constituição e contra o povo brasileiro, disse Pimenta. “Bolsonaro na prisão”, escreveu o ministro ao lado de seu vídeo, ecoando um apelo de muitos brasileiros progressistas.



Leia Mais: The Guardian

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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