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Ex-secretário é preso pela segunda vez em operação da PF contra fraudes em licitações em Cruzeiro do Sul
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5 anos atrásem
O ex-secretário de comunicação da prefeitura de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, Paulo de Sá, foi preso pela segunda vez em operação da Polícia Federal contra fraudes em licitações de contratação de empresas para atuar na pandemia.
Nesta quarta-feira (13), a PF deflagrou a “Operação Engalobados” para combater fraudes na contratação de empresas para o fornecimento de testes de Covid-19 e locação de equipamentos laboratoriais por meio de dispensa de licitação feita pela Secretaria de Saúde de Cruzeiro do Sul. As fraudes podem ter gerado um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão ao município.
Sá foi secretário na gestão de Ilderlei Cordeiro, ex-prefeito da cidade e em fevereiro do ano passado foi um dos presos na Operação Presságio da PF, pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, quadrilha ou bando, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O advogado do ex-secretário, Marcos Paulo Ciacci disse que vai se pronunciar posteriormente.
Além do secretário, a irmã do prefeito Ilderlei Cordeiro, a advogada e chefe de gabinete Idelcleide Cordeiro e mais três pessoas, entre funcionários da prefeitura e da ONG CBCN, que faz a coleta de lixo da cidade foram presos na época.
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Em operação deflagrada nesta quarta-feira (13), PF cumpriu 18 mandados judiciais em Cruzeiro do Sul e em Morrinhos (GO) — Foto: Arquivo/PF
Na operação desta quarta, foram cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 13 de busca e apreensão em empresas e residências situadas em Cruzeiro do Sul e Morrinhos (GO), quatro mandados cautelares de sequestro de bens; e um mandado de prisão preventiva. Ao todo, nove pessoas foram intimadas para prestar esclarecimentos.
O g1 entrou em contato com a prefeitura de Cruzeiro do Sul, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta.
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PF apura fraudes na contratação de empresas para testes de Covid e locação de equipamentos em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo/PF
Investigações
Conforme a PF, a investigação começou em março de 2021, após indício de que o processo de cotação para composição do preço médio de mercado das dispensas de licitação teria sido manipulado para direcionar as contratações com sobrepreço para determinadas empresas.
A apuração da polícia aponta que a empresa contratada para locação de equipamentos laboratoriais tem como atividade econômica principal a prestação de serviços de publicidade e sequer possuía os equipamentos à época da contratação.
Ainda segundo a PF, a investigação apontou que os serviços não estariam sendo prestados da forma como foram contratados, mas em menor quantidade, embora as empresas estivessem recebendo integralmente pelo valor acordado.
Ao menos 45 policiais federais participam da operação. A PF afirmou que vai continuar com as investigações, sendo que até o momento, foram apurados os crimes de peculato e crime contra a licitação.
O nome da operação faz referência a uma expressão usada no Acre que significa mentira, “passar a perna” e trapacear. O que, segundo a polícia, remete às ações das empresas e de alguns agentes públicos da Secretária de Saúde de Cruzeiro do Sul, ao utilizarem de meios para direcionar e superfaturar as dispensas de licitações.
Com informação de G1Acre
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário