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Experiência turística de observação de aves é pré-selecionada em projeto da Embratur

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Maria Fernanda Arival

Sucesso na 51ª Expo Abav, em Brasília (DF), e na Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris), no Rio Grande do Sul, a experiência turística de observação de ave no Acre foi pré-selecionada para integrar o projeto Vitrine Visit Brasil (Feel Brasil), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Capitão-de-colar-amarelo é um exemplo de ave endêmica do estado do Acre. Foto: Ricardo Plácido/Sema

A experiência turística de Observação de Aves (Birdwatching) no Acre, representada por Victor Pontes, da Ayshawã Travel, foi apoiada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com o Programa REM (Redd Early Movers) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AC) em várias feiras de turismo ao longo do ano.

A participação do Acre nos eventos foi essencial para a formação do networking necessário para apresentar o produto para a equipe da Embratur, que visitou o estande do Estado diversas vezes durante a Festuris, em Gramado.

Victor Pontes desenvolve turismo receptivo no Acre há mais de 15 anos. “Nosso carro chefe é o etnoturismo, a vivência e o Birdwatching, que é uma atividade turística maravilhosa. Os visitantes são apaixonados por aves e tem um hobby que faz com que eles viajem o mundo todo para registrar novas espécies em lugares diferentes”, disse.

O gerente operacional da Ayshawã Travel ressaltou que o birdwatching no Acre é diferente pelo registro de aves endêmicas, que são registradas apenas na região do Parque Nacional da Serra do Divisor, no interior do estado.

Victor Pontes é representante da Ayshawã Travel. Foto: Karolini Oliveira/Sete

“Temos três espécies que só existem nessa região. Então, o Acre ganha destaque nacional e internacional com isso. Durante 2024, vimos que a Embratur lançou o projeto do Feel Brasil, que identifica novos destinos brasileiros, e o Birdwatching é uma campanha da Embratur, junto com o Sebrae, que faz a divulgação dessa atividade no Brasil”, explicou.

Pontes ressaltou que, com o apoio do governo do Acre, por meio da Sete, além do Sebrae, a equipe da Ayshawã Travel teve acesso a feiras e rodadas de negócios, essenciais para o processo de reconhecimento da atividade realizada no Acre.

“Tivemos destaques pelo produto diferenciado, que é um novo turismo que acontece no mundo, que é a respeito das vivências. Nós estamos implantando essas atividades de Birdwatching, que inclui turismo de base comunitária, tanto em aldeias indígenas, como em comunidades ribeirinhas. É uma atividade que envolve os atores da floresta, que conhecem os caminhos das aves”, ressaltou.

O Birdwatching é a observação de aves. Foto: cedida

O apoio da Sete e do Sebrae faz parte do esforço em conjunto para trazer mais reconhecimento para o turismo acreano. “Contamos com apoio da Sete e do Sebrae, que dão todo o apoio e assistência, participando das feiras nacionais. Nós participamos da rodada de negócios do Bayers Club, e foi aí que o produto se destacou, foi onde o pessoal do trade observou e teve muita resposta positiva e retorno de fechamento de contratos”, explicou.

A diretora de Turismo da Sete, Sirlânia Venturin, ressalta a importância da observação de aves em um território como Acre, que tem espécies endêmicas. “Brasil tem quase 2000 espécies de aves registradas, a Amazônia Brasileira cerca de 1300 e o Acre tem 720 espécies registradas, além de muitas aves endêmicas como a choca do Acre. Esses números apontam que no Acre foram registradas 36% das espécies catalogadas no Brasil e 55% das espécies da Amazônia”, disse.

O Acre tem aves endêmicas, fato que chama a atenção dos entusiastas da observação de aves. Foto: cedida

A diretora diz ainda que o governo do Acre, por meio da Sete, com o apoio do Programa REM e outras instituições como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal do Estados Unidos (USFS), Instituto de Pesquisa Ecológica (IPE), Sebrae e demais parceiros, tem trabalhado em ações para fomentar e divulgar o turismo de observação de aves (birdwatching) no estado.

“Foram realizados cursos para preparar condutores locais voltados para esse tema, participação em eventos do setor como Avistar Brasil, Congresso Brasileiro de Trilhas e a participação nas principais feiras nacionais de Turismo e apoiando a participação do trade turístico com produtos prontos para oferecer ao mercado nacional e estrangeiro. Essas ações o promovem enquanto destino turístico sustentável e abrem portas para fazer parte da vitrine da Embratur”, continuou.

“Semente plantada de um sonho”

As experiências turísticas foram pré-selecionadas pela Embratur e devem passar por uma nova etapa, até a seleção, que deve acontecer na próxima sexta-feira, 13 de dezembro.

Para Victor, a pré-seleção é a semente plantada de um sonho. “Nós estamos no Acre desenvolvendo turismo receptivo há mais de 15 anos, desde a história de Chico Mendes até o Parque Nacional da Serra do Divisor. Foi uma conquista, uma realização e uma prova de que o Acre está realmente no cenário do turismo internacional. Foi o que a gente sempre sonhou”, disse.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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