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‘Família está em choque’, diz parente de adolescente de 14 anos que confessou ter matado a tia a facadas no AC
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5 anos atrásem
A família da atendente de loja Maria Antonieta de Souza Abreu, de 38 anos, está em choque e sem entender os motivos que levaram a morte bárbara dela na noite dessa segunda-feira (24) em Feijó, interior do Acre. Maria foi assassinada com várias facadas e agredida com uma panela dentro de casa no bairro Esperança.
Uma sobrinha dela, uma adolescente de 14 anos, foi apreendida pela Polícia Civil e confessou ter matado a tia. Segundo as investigações, a adolescente primeiro rendeu o primo de 10 anos, desferiu golpes de faca contra ele, o trancou em um quarto e partiu para cima da tia. O menino ficou com ferimentos na região do pescoço.
O corpo de Maria Antonieta será enterrado ainda nesta terça-feira (25) no cemitério de Feijó. Mesmo abalada com a tragédia, uma das sobrinhas da vítima e prima da adolescente conversou com o g1 durante o velório da atendente.
“A família está em choque, não acreditamos ainda, estamos tentando entender o que aconteceu, porque estamos sem explicação nenhuma. Tia Antonieta era muito amiga, muito prestativa, tanto na igreja e com outras pessoas. Era alegre. Quem a segue nas redes sociais sabe que ela postava vídeos dançando. Sempre foi uma pessoa muito alegre”, contou a jovem de 24 anos, que pediu para não se identificar.
Mulher é morta a facadas e golpes de panela na cabeça; sobrinha de 14 anos confessa crime
Adolescente era tranquila
A surpresa da família com o crime está relacionada também ao comportamento da adolescente diante dos parentes. Segundo a sobrinha da atendente, a menor nunca demonstrou raiva da tia, sempre foi tranquila, criada na igreja e só saía para ir para a escola.
A jovem relatou ainda que nunca percebeu nenhum comportamento estranho na prima.
“Sempre foi tranquila, [saía] de casa para a igreja ou para a escola. Sempre foi muito educada, inteligente e a família está bastante em choque dessa reação que ela teve. A mãe dela criou ela sem aquela liberdade de filho na rua, sem amizades, protegendo. A mãe dela foi fazer uma viagem e pediu para a tia Antonieta fica responsável por ela. No que ganhou esse pouquinho de liberdade na casa da tia achou que poderia sair, começou a pedir para sair de noite e a tia estranhou”, lamentou.
Antes do crime, a jovem falou que a prima teria pedido para sair e a tia não deixou. Maria Antonieta morava sozinha com o filho de 10 anos.
“Falou que queria sair fora disso, talvez dessa vida porque não tinha liberdade. A mãe dela já está voltando de Maringá, foi a passeio com a filha pequena. Acho que a tia deixou ela [adolescente apreendida] em casa para cuidar das plantas, das coisas e da lojinha dela
Investigações
O delegado responsável pelas investigações, Railson Ferreira, suspeita que o crime tenha sido planejado. Isso porque foi encontrado um diário em que adolescente escrevia sobre morte, indicando a pretensão da menina.
Após cometer o crime, a adolescente saiu de casa normalmente e cerca de uma hora depois se apresentou no quartel da polícia. O delegado afirmou que ela demonstrou frieza ao confirmar que tinha matado a tia.
“Ela conta com uma tranquilidade… Disse que não havia uma preparação. Sobre o diário que encontramos, ela disse que era porque ela cultua a morte, que gosta. Mas, acredito que havia, sim, um planejamento”, disse o delegado.
“Foram muitas facadas e ela bateu demais com a panela na cabeça da tia. A faca ficou cravada na vítima. Nunca tinha visto tanto sangue na minha vida. Ela disse que foi porque a tia pegava no pé dela, não deixava ela sair, não deixava namorar. Mas eu não acredito nisso”, completou Ferreira.
Inicialmente, a suspeita era de que a menina teve ajuda de outra pessoa para cometer o crime. No entanto, de acordo com o delegado, a vítima estava com dengue e isso pode ter facilitado que a adolescente tenha conseguido matá-la sozinha.
A mulher morreu no local, e o corpo foi levado ao hospital da cidade para passar por exames. A polícia tenta obter imagens de câmeras de segurança da região e vai ouvir testemunhas para concluir as investigações.
A adolescente estava dormindo na casa da tia havia alguns dias porque a mãe dela está viajando. Ainda segundo o delegado, era uma família tranquila e que vivia em harmonia.
“Havia uma relação harmônica entre as partes e o que chama atenção é o planejamento da adolescente. O crime não foi impulsivo, um ataque, foi algo planejado. Tem um diário que ela escrevia sobre o sofrimento dela, da rebeldia, que a família não vai gostar do que ela fizer. Ela dá indícios de que mataria alguém ou se mataria, mas nada referente ao caso especificamente. Então, para o caso em investigação não vai servir [como elemento de prova]”, disse.
Menina disse que não se arrepende
Em depoimento na delegacia, a menina contou em detalhes como tudo aconteceu. Segundo o delegado, ela disse que desde que a mãe viajou ela passava o dia em casa e durante a noite ia dormir na casa da tia, que ficava bem na frente.
Cerca de duas horas antes de ir até a casa da tia, ela contou que começou a planejar o crime. Foi então que por volta das 18h foi para a casa da vítima já levando uma faca nas mãos. Ela disse que chegou, sentou com o primo para assistir televisão e, após um tempo, quando o menino foi até o quarto, ela o acompanhou e iniciou as agressões.
Primeiro, ela tentou conter o menino e foi quando acabou desferindo golpes de faca no pescoço dele. Em seguida, o amarrou com um cinto e o deixou trancado dentro do quarto. Como a faca que ela usou contra o primo quebrou, ela foi até a cozinha, pegou outra faca e se dirigiu ao quarto da tia, que estava deitada na cama de costas para a porta.
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Após crime, menina deixou bilhete sujo de sangue na casa da tia — Foto: Arquivo/PC-AC
“Aproveitando que a tia não a viu, porque estava deitada, ela esfaqueou exatamente na região da jugular. Ela disse que não lembra quantos golpes deu em sequência. Elas entraram em luta corporal e então saíram do quarto e foram para a sala, continuaram brigando e depois foram para cozinha, onde jogaram cadeiras uma contra a outra. Até que em determinado momento, a vítima escorregou e a menina aproveitou e deu mais facadas e pegou uma panela de pressão e começou a golpear a cabeça da tia. A panela chegou a amaçar com os golpes”, relatou o delegado.
Após o crime, a menina chegou a deixar um bilhete sujo de sangue dizendo “Eu estive aqui” e com o desenho de um coração.
“Ela disse que não se arrepende, que a motivação seria porque não gostava da tia, que ela não a deixava sair, em que pese que as pessoas achavam que elas tinham uma boa relação. Ela disse que fez totalmente consciente, que quis matar a tia, que não se arrepende e faria tudo de novo.”
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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
21 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.
“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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